já alguma vez se imaginaram numa das caravelas portuguesas que partiram à descoberta do mundo(?) há cerca de 500-600 anos? eu não, mas gostava de ter lá estado quando descobriram áfrica (parte pelo menos) só para saber se a minha teoria sobre a escravatura está certa. é que ninguém me tira da cabeça que foi uma chico-espertice tuga. tem todo o aspecto disso. claro que estou a falar à toa, sem ter feito qualquer tipo de pesquisa sobre o assunto, como portuga que sou só tem de ser assim, mas a verdade é que faz sentido. eu imagino a primeira vez que viram pretos da seguinte maneira:
gajo dos binóculos - ò capitão, capitão, tão ali umas coisas pretas parecidas comnosco.
capitão - deixe-me ver ò gajo dos binóculos.
capitão - oh diabo. realmente são parecidos, mas muito mais feios. serão pessoas?
marinheiro 1 - se calhar são bichos.
gajo dos binóculos - que fazemos capitão? mandamos-lhes uns tiros de canhão para cima?
capitão - não diga asneiras, as balas de canhão são caras.
marinheiro 2 - então como quer proceder capitão?
capitão - vamos lá tentar contactar com eles.
gajo dos binóculos - mas podem ser hostis...
capitão - levaremos as espingardas. avante homens.
decidem assim desembarcar e contactar com os nativos:
capitão - exigo ser levado ao seu superior.
nativo 1 - uga uga uga. uga uga uga.
capitão - o quê?
nativo 1 - uga uga uga.
capitão - oh diabo, estas coisas não sabem falar.
nativo 3 - uga uga uga.
capitão - que raio vou eu fazer?
nativo 2 - uga uga uga.
capitão - cale-se que não estava a falar para si.
nativo 1 - uga uga uga.
capitão - oh valha-me deus...
nativo 5 - uga uga uga.
capitão - ...
marinheiro 3 - meu capitão repare, eles têm ouro e diamantes pendurados ao pescoço e nos pulsos...
nativo 1 - uga uga uga.
capitão - bem observado. vamos tentar engana-los. vão buscar bujigangas ao barco, rápido.
nativo 4 - uga uga uga.
marinheiros 2, 3 e 6 - sim meu capitão.
nativo 1 - uga uga uga.
passado uns minutos os homens voltam carregados de bujigangas, o capitão pega em algumas e diz apontando para os diamantes:
capitão - eu dar isto. tu dares isso.
nativo 1 - uga uga uga uga uga uga uga uga uga uga.
capitão - eu querer isso que tu teres no pescoço.
nativo 1 - uga uga uga. uga uga uga uga uga.
capitão - grrrr...
nesta altura o capitao perde a paciência e arranca os diamantes do pescoço de um nativo e pôe-lhe umas bujigangas na mão, o que faz com que o nativo comece aos pulos todo contente. após esta cena os outros nativos oferecem os seus diamantes em troca de bujigangas. após a troca:
nativos - uga uga uga uga uga uga uga uga uga uga.
capitão - que otários, vamos ver se eles têm mais.
nativo 6 - uga uga uga uga.
o capitão manda então abrir arcas e arcas de bujigangas à frente dos nativos e diz:
capitão - nós dar isto. vocês mais disso.
nativos - uga uga uga uga uga - fazendo sinal para serem seguidos.
o capitão e os seus homens fazem-no sem hesitar e após uns minutos de caminhada, um outro grupo de nativos aparece com arcas e mais arcas cheias de diamantes, ao que o capitão diz:
capitão - nós dar tudo isto, e vocês tudo isso.
nativos - uga uga uga uga uga uga uga.
é então feita a troca, o que deixa os nativos em extâse.
marinheiro 3 - meu capitão como vamos carregar isto tudo agora? não temos homens suficientes para levar tudo de volta para o navio.
nativo 1 - uga uga uga.
capitão - muito bem visto. deixem-me pensar uns minutinhos.
nativo 2 - uga uga uga.
capitão - já sei, vão num instante ao barco buscar uns chicotes.
nativo 1 - uga uga uga.
marinheiros 2, 3 e 4 - sim meu capitão.
nativo 1 -uga uga uga.
passados uns minutos os marinheiros voltam com os chicotes:
capitão - agora vocês carregar isto para barco meu, se não chicotada.
nativo 3 - uga uga uga.
capitão - rápido. homens, chicoteiem. já.
nativos - UUUUUUGA, UUUUUUGA.
nisto os nativos pegam nos diamantes e fazem tudo como lhes é dito. carregam tudo para o barco, e carregam também o capitão e os seus homens às costas. uma vez no barco:
capitão - bem, está na hora de seguir viagem. voces voltar para cavernas agora.
nativos - uga uga uga.
capitão - dêm-lhes umas chicotadas, parece que só assim é que percebem...
nativos - uga uga uga.
marinheiro 8 - capitão, permita-me dar-lhe uma sugestão.
nativos - uga uga uga.
capitão - pois sim?
nativos - uga uga uga.
marinheiro 8 - porque não levamos algumas destas coisas para trabalharem por nós? com umas chicotadas acho que farão tudo o que mandar-mos.
nativos - uga uga uga.
capitão - mas que grande ideia. que grande ideia. rápido, escolham os 30 mais fortes e deitem os outros borda fora.
nativos - uga uga uga.
e pronto, deve ter sido mais ou menos assim. quem mais poderia ter-se lembrado de enganar os pretos e pô-los a trabalhar à chicotada? só pode ter sido um portuga. fazer trafulhices e fugir ao trabalho são duas instituições nacionais.
a verdade porém é que se naquela época se safaram bem, hoje em dia pode-se dizer que mais valia tarem quietos. é que não descobriram nada de jeito. brasil? angola? moçambique? índia? que bom. é que se ao menos tivessemos recrutado jogadores brazucas e tivessemos ganho o campeonato do mundo, mas não. agora temos isto cheio de brazucas e pretos a roubarem-nos e a violarem as miudinhas. só falta porem os brancos a trabalhar à chicotada. ainda queriam eles fazer o mapa cor de rosa (tinha de ser uma coisa gay)... ainda bem que a inglaterra não deixou, aliás, a inglaterra fez as coisas bem feitas. descobriram a austrália e a áfrica do sul. nós só descobrimos coisas que mais valia nunca terem sido descobertas... enfim. portugal, sempre a dar espectáculo...
segunda-feira, 18 de maio de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
novela
pois é, a tvi está a filmar uma novela na minha terreola e devo dizer que me sinto orgulhoso. tava a brincar, não sinto nada, a verdade é essa. por mim podiam ir filmar para o burkina faso que era exactamente igual. posto isto, tenho de confessar que vi uns 2 episódios a semana passada, em plena semana do enterro. foi um quadro bonito, no quarto do meu irmão, 6 marmanjos a ver a novela, assim de repente não me ocorre cenário mais másculo do que este. e devo dizer que a história estava a ser tão cativante que me levantei a meio para ir fazer outra coisa qualquer. nunca pensei, uma história da treta numa novela da tvi? que estranho.
há um casalinho, uma má que os quer separar, e um mau que quer matar os lobos. em traços gerais é mais ou menos isto. e para completar o cocktail, é juntar a esta formula vencedora, o rídiculo das poucas cenas que já vi. é que nem é tanto o facto de os actores serem fracos, e os dialogos estéreis. é o rídiculo das situações. vou dar um exemplo: anda o pipo a passear pela peneda, a ver os lobos e tal, e quem encontra ele? uma rapariga toda jeitosa. convenhamos que já aconteceu a qualquer um. quantos de vocês não foram já a peneda procurar lobos e encontraram uma jeitosa? pode perfeitamente acontecer. eu na minha inocência sempre pensei que mais depressa encontrasse ursos, ou cobras, do que gajas, mas agora que já vi na novela que estava enganado, vou começar a fazer excursões à peneda.
há um casalinho, uma má que os quer separar, e um mau que quer matar os lobos. em traços gerais é mais ou menos isto. e para completar o cocktail, é juntar a esta formula vencedora, o rídiculo das poucas cenas que já vi. é que nem é tanto o facto de os actores serem fracos, e os dialogos estéreis. é o rídiculo das situações. vou dar um exemplo: anda o pipo a passear pela peneda, a ver os lobos e tal, e quem encontra ele? uma rapariga toda jeitosa. convenhamos que já aconteceu a qualquer um. quantos de vocês não foram já a peneda procurar lobos e encontraram uma jeitosa? pode perfeitamente acontecer. eu na minha inocência sempre pensei que mais depressa encontrasse ursos, ou cobras, do que gajas, mas agora que já vi na novela que estava enganado, vou começar a fazer excursões à peneda.
sábado, 16 de maio de 2009
enterro
acabou o enterro. por um lado sinto-me feliz, por outro sinto já uma certa nostalgia. posto isto, tenho de dizer que este foi o enterro mais fraco a que eu já fui. pouca gente, muito pouca. tirando ontem, que estava cheio. mas de mitras, e para isso mais valia estar como nos outros dias. houve 2 dias bons, sábado e quinta. o resto foi mau, até o dia do cortejo... mesmo em estados electrónicos. acho que isto é já uma tendência irreversível, é que não há a menor razão para o recinto não estar a abarrotar, só com estudantes, todos os dias, até ao fim. mas não vou perder tempo com isto. para o ano há mais, provavelmente, ligeiramente pior que este ano...
só espero que aquele emidio desapareça do mapa entretanto, que de cada vez que abre a boca dá-me uma vontade imensa de lhe atirar alguma coisa à cabeça. é que para além de estragar as músicas (e de por bastantes músicas de merda) o que ele diz enerva. "onde é que está o minho onde é que está o minhooooooooooooo", "eu quero ver o minho a saltar, quero ver o minho a saltaaaaaaaaaaaaaaaaaar", "e quem bate palmas é do minho, é do minho, é do minhooooooooooooo", "vamos mostrar a raça do minhooooooooooooooooo"... é pah, calem o homem, por amor de deus, não anda já ele por aqui há tempo suficiente para estar farto destes gritos da treta? é que ele consegue cansar qualquer um ao fim de poucas horas. e de que minho está ele a falar? olha-se a volta e tudo o que não se vê é estudantes. por amor de deus, ainda ontem... só se ele gritasse "e onde estão os mitras, onde estão os mitraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas" ou "e quem bate palmas é mitrola, é mitrola, é mitrolaaaaaaaaaaa"... por favor, ponham lá o nini e deitem esse emidio ao rio.
só espero que aquele emidio desapareça do mapa entretanto, que de cada vez que abre a boca dá-me uma vontade imensa de lhe atirar alguma coisa à cabeça. é que para além de estragar as músicas (e de por bastantes músicas de merda) o que ele diz enerva. "onde é que está o minho onde é que está o minhooooooooooooo", "eu quero ver o minho a saltar, quero ver o minho a saltaaaaaaaaaaaaaaaaaar", "e quem bate palmas é do minho, é do minho, é do minhooooooooooooo", "vamos mostrar a raça do minhooooooooooooooooo"... é pah, calem o homem, por amor de deus, não anda já ele por aqui há tempo suficiente para estar farto destes gritos da treta? é que ele consegue cansar qualquer um ao fim de poucas horas. e de que minho está ele a falar? olha-se a volta e tudo o que não se vê é estudantes. por amor de deus, ainda ontem... só se ele gritasse "e onde estão os mitras, onde estão os mitraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas" ou "e quem bate palmas é mitrola, é mitrola, é mitrolaaaaaaaaaaa"... por favor, ponham lá o nini e deitem esse emidio ao rio.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
de mim não
na fila para comer:
gaja que não conheço de lado nenhum (gqncdln) - olá!
daniel - olá!
gqncdln - tás com calor.
daniel - nem por isso. foi promessa mesmo.
gqncdln - que promessa?
daniel - a nossa senhora de fátima. a ver se o meu gato fica bom da perna.
gqncdln - tens um gato?
daniel - ya. 2 até. um branco e um preto.
estava a chegar a minha vez de ser atendido...
gqncdln - olha, compra-me um cachorro.
daniel - na boa, dá aí o dinheiro.
gqncdln - ohhh paga tu.
daniel - lol, tanto gajo estúpido aqui à volta e vens-me pedir isso a mim?
gqncdln - ohh vá lá, não tenho dinheiro que chegue...
daniel - acredito, acredito...
gqncdln - a sério...
daniel - oh pah vai pedir a outro gajo, tu consegues, não tem nada que saber. eu não te vou pagar nada.
gqncdln - ohh.
daniel - já tenho a senha, fica bem.
gaja que não conheço de lado nenhum (gqncdln) - olá!
daniel - olá!
gqncdln - tás com calor.
daniel - nem por isso. foi promessa mesmo.
gqncdln - que promessa?
daniel - a nossa senhora de fátima. a ver se o meu gato fica bom da perna.
gqncdln - tens um gato?
daniel - ya. 2 até. um branco e um preto.
estava a chegar a minha vez de ser atendido...
gqncdln - olha, compra-me um cachorro.
daniel - na boa, dá aí o dinheiro.
gqncdln - ohhh paga tu.
daniel - lol, tanto gajo estúpido aqui à volta e vens-me pedir isso a mim?
gqncdln - ohh vá lá, não tenho dinheiro que chegue...
daniel - acredito, acredito...
gqncdln - a sério...
daniel - oh pah vai pedir a outro gajo, tu consegues, não tem nada que saber. eu não te vou pagar nada.
gqncdln - ohh.
daniel - já tenho a senha, fica bem.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
...
bem, tenho sido chamado um pouco de tudo, radical, estúpido, grande, frustrado... etc etc. nunca pensei que estas macacadas fossem ser lidas por mais de 2 ou 3 pessoas, mas a verdade é que já alguma gente perdeu tempo a ler algumas destas porcarias, pelo que suponho que a pasmaceira é um mal mais comum do que pensava.
para ser sincero, não sei por que carga de água o que eu penso ou deixo de pensar interessa a alguém ao ponto de se fazerem comentários ou certos juízos sobre mim. não sei como há gente que não percebe o "ligeiro" exagero intencional em tudo o que fui escrevendo sobre portugal. nem entendo a razão para alguém se sentir insultado seja com o que for. até porque este é um exagero que nasce de factos concretos. menos ainda entendo certas mudanças de opinião a meu respeito visto que desde o liceu que penso que portugal está de certa forma amaldiçoado (passe o exagero ok? na verdade não há qualquer gandalf num castelo a fazer magia negra). isto não é coisa nova... enfim. 2+2 é difícil. 2 laranjas+ 2 laranjas = 4 laranjas... fácil.
sou o que sou, e ninguém que eu conheça até agora me há-de mudar. claro que é verdade que se pode dizer que não vou longe assim. que não faço novos amigos. sim. mas que me interessam os novos amigos? mais interesseiros? tivesse eu os bolsos sempre cheios de droga e tinha amigos que nunca mais acabavam. tivesse eu os bolsos cheios de dinheiro e tinha eu amigos para a vida inteira. que me interessa ir longe? que me interessam estas pequeninas? então eu digo o que digo, tenho as atitudes que tenho, de nunca fazer nada, de não deixar andar nada porquê? será por ter algum interesse? deve ser. a minha atitude perante um gajo e uma gaja é exactamente a mesma. porque é que eu havia de pagar de beber a gajas, dar tabaco (se fumasse), ser simpático, deixar passar à frente nas filas, etc...??? porquê? só por serem gajas? só se fosse estúpido. este tipo de pessoa interesseira, falsa e ranhosa não me interessa, o meu único problema é haveram tantas assim por este nosso portugal. de resto, disse-o várias, vou dize-lo outra vez, trocava as gajas na minha equipa da gata pelo wuiz, o falcão e o dark por exemplo. provávelmente nem todos os 3 fariam o mesmo, mas isso não interessa para o caso, eu trocava, de boa vontade, se fosse preciso ainda pagava 20 euros. até posso deixar um exemplo, na gata, veio uma badalhoca qualquer e agarrou-se a mim e disse "anda, vamos beber shots" e eu disse "nahh, vai tu, não me apetecem shots"... é porque sou macaco. e ela ainda insistiu várias vezes mas simplesmente não me apetecia. posso até estar enganado, mas esta menina queria só uma coisa: que eu lhe pagasse de beber. e mesmo que quisesse mais que isso, tenho a certeza que arranjou onde se servir, cilindros não faltavam...
não é só um problema de números, é também um problema de falta de qualidade. o pouco que há, não presta. gente decente por aqui é como água no sahara. assim por alto, conto 2-3 noites no sardinha e 3-4 no ba em que estivesse lá alguém que interessasse. e foi sempre a mesma pessoa. e mesmo assim, é uma mão cheia de nada... e não, não estou a falar de uma qualquer loira de 1,85 toda mamalhuda tipo pornstar... era só uma pessoa normal.
enfim, para finalizar, quem se sente insultado seja com o que for, é pah, não leia, não me ocorre solução mais simples.
vem aí o enterro, não vou ter grande tempo para isto. até para a semana.
para ser sincero, não sei por que carga de água o que eu penso ou deixo de pensar interessa a alguém ao ponto de se fazerem comentários ou certos juízos sobre mim. não sei como há gente que não percebe o "ligeiro" exagero intencional em tudo o que fui escrevendo sobre portugal. nem entendo a razão para alguém se sentir insultado seja com o que for. até porque este é um exagero que nasce de factos concretos. menos ainda entendo certas mudanças de opinião a meu respeito visto que desde o liceu que penso que portugal está de certa forma amaldiçoado (passe o exagero ok? na verdade não há qualquer gandalf num castelo a fazer magia negra). isto não é coisa nova... enfim. 2+2 é difícil. 2 laranjas+ 2 laranjas = 4 laranjas... fácil.
sou o que sou, e ninguém que eu conheça até agora me há-de mudar. claro que é verdade que se pode dizer que não vou longe assim. que não faço novos amigos. sim. mas que me interessam os novos amigos? mais interesseiros? tivesse eu os bolsos sempre cheios de droga e tinha amigos que nunca mais acabavam. tivesse eu os bolsos cheios de dinheiro e tinha eu amigos para a vida inteira. que me interessa ir longe? que me interessam estas pequeninas? então eu digo o que digo, tenho as atitudes que tenho, de nunca fazer nada, de não deixar andar nada porquê? será por ter algum interesse? deve ser. a minha atitude perante um gajo e uma gaja é exactamente a mesma. porque é que eu havia de pagar de beber a gajas, dar tabaco (se fumasse), ser simpático, deixar passar à frente nas filas, etc...??? porquê? só por serem gajas? só se fosse estúpido. este tipo de pessoa interesseira, falsa e ranhosa não me interessa, o meu único problema é haveram tantas assim por este nosso portugal. de resto, disse-o várias, vou dize-lo outra vez, trocava as gajas na minha equipa da gata pelo wuiz, o falcão e o dark por exemplo. provávelmente nem todos os 3 fariam o mesmo, mas isso não interessa para o caso, eu trocava, de boa vontade, se fosse preciso ainda pagava 20 euros. até posso deixar um exemplo, na gata, veio uma badalhoca qualquer e agarrou-se a mim e disse "anda, vamos beber shots" e eu disse "nahh, vai tu, não me apetecem shots"... é porque sou macaco. e ela ainda insistiu várias vezes mas simplesmente não me apetecia. posso até estar enganado, mas esta menina queria só uma coisa: que eu lhe pagasse de beber. e mesmo que quisesse mais que isso, tenho a certeza que arranjou onde se servir, cilindros não faltavam...
não é só um problema de números, é também um problema de falta de qualidade. o pouco que há, não presta. gente decente por aqui é como água no sahara. assim por alto, conto 2-3 noites no sardinha e 3-4 no ba em que estivesse lá alguém que interessasse. e foi sempre a mesma pessoa. e mesmo assim, é uma mão cheia de nada... e não, não estou a falar de uma qualquer loira de 1,85 toda mamalhuda tipo pornstar... era só uma pessoa normal.
enfim, para finalizar, quem se sente insultado seja com o que for, é pah, não leia, não me ocorre solução mais simples.
vem aí o enterro, não vou ter grande tempo para isto. até para a semana.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
dr. croc e dr. cobras
às vezes vejo o national geographic. eu sei, cultura a sério so na mtv e no e! mas de vez em quando gosto de me entreter com coisas fúteis pelo que já tive oportunidade de ver o programa destes dois tolinhos. o dr. croc como o nome indica é tolinho por crocodilos, e o outro por cobras. o programa deles, basicamente consiste em fazer tudo o que uma pessoa normal não faria na presença de um crocodilo ou cobra. qualquer pessoa normal fugiria a sete pés. estes 2 não. desde entrar em grutas cheias de cobras venenosas, meter a cabeça em tocas de crocodilos e dizer com a excitação de quem acaba de encontrar um tesouro "está aqui um mesmo grande, que sorte", agarrar crocodilos com as mãos porque iam a fugir, agarrar cobras venenosas porque se não metiam-se nas grutas e nunca mais as viam. ir po meio dos crocodilos vestido de crocodilo porque os crocodilos são animais sociáveis... enfim, bom senso não é coisa que estes 2 tenham.
imagino-os de férias. umas férias desportivas: jogar baseball com granadas. atar pesos aos pés e ver quem aguenta mais tempo debaixo de água. caçar coelhos com dinamite. fazer corridas de carro num campo de minas. fazer mergulhos de cabeça para lagoas que não conhecem. fazer parkour em penhascos. enfim, as possibilidades são infinitas.
imagino-os de férias. umas férias desportivas: jogar baseball com granadas. atar pesos aos pés e ver quem aguenta mais tempo debaixo de água. caçar coelhos com dinamite. fazer corridas de carro num campo de minas. fazer mergulhos de cabeça para lagoas que não conhecem. fazer parkour em penhascos. enfim, as possibilidades são infinitas.
espaço c
tenho saudades do espaço c. era a única coisa de jeito que se fazia nos arcos. lembro-me perfeitamente de vários momentos galácticos quase todos envolvendo o wuiz protegido quase sempre pelo nome fictício "foguetes". lembro-me daquela conversa entre calipos, douradinhos e epás numa qualquer arca congeladora, foi muito provavelmente a coisa mais estúpida e parva que já presenciei. ou aquele frente a frente entre a leopoldina e o pai natal, sobre quem estaria a tentar monopolizar o espírito natalício. ou os anúncios do scolari e do jack lalanne. ou as conversas com o camionista italiano que dava boleia ao ff. ou as conversas com jesus. a versão alternativa da bíblia na qual o cavalo golias assumia um papel importantíssimo. os telefonemas parvos que faziam, às vezes na palhaçada, outras vezes a sério. os spots publicitários da azenha. os cds galácticos que por lá abundavam, lembro-me de um que tinha um poema tão bom que até foi lido em directo, era mais ou menos assim:
tu és a jane
eu sou o tarzan
vamos dar uma na selva
e fugir à mamã
muito bom mesmo.
era o melhor programa da rádio valdevez. aliás, o único de jeito. espaço para se ser parvo à vontade. é uma pena que lhe tenham posto um fim.
tu és a jane
eu sou o tarzan
vamos dar uma na selva
e fugir à mamã
muito bom mesmo.
era o melhor programa da rádio valdevez. aliás, o único de jeito. espaço para se ser parvo à vontade. é uma pena que lhe tenham posto um fim.
terça-feira, 5 de maio de 2009
lbitw
ultimamente tenho dado por mim a tocar a despair in the departure lounge dos arctic monkeys enquanto vejo televisão ou estou distraído com outra coisa qualquer... é simples mas impecável. e põe-me a pensar. tenho andado com umas ideias... pa escrever umas coisas:
1 - these sun glasses make you look as vain as you are
2 - the day i learnt how to speak your tongue
3 - whose buildings are these?
4 - birth
5 - lions belong in the wild
6 - cape town
7 - i wish i was english
8 - curse
9 - i am better than anyone you will ever be with
10 - love is the lie you use to convince yourself you're not a slut
11 - love.forever. 2 useless words.
12 - welcome to hard times
13 - building immunity
14 - epilogue
destas, apenas 2 estão completas (birth e building immunity). as outras estão ainda num estado mais ou menos incompleto. mas já tenho uma ideia do rumo a tomar. há 3 temas principais. a futilidade feminina mais ou menos generalizada. negação/inconformismo. e depressão.
as primeiras 2 são sobre as "pequeninas", e de como é preciso descer ao nível de futilidade geral para se ir seja onde for.
a 3ª é uma espécie de fábrica de perguntas. o que é isto? onde? quando? quem? porquê?
a 4ª, birth, marca uma mudança de tom, que vai até á 8ª, curse. é a parte menos escura. parva até. sim cape town é de mais, sim gostava de ser inglês. sim não estou bem aqui, não é o meu lugar, nem nada disto está certo. sim este país esta amaldiçoado.
a 9 e a 10 são explícitas que chegue. não vou perder tempo aqui.
a 11, love.forever. 2 useless words., é uma que segue as pisadas de frases como "they've made it far too easy to believe that true romance can't be achieved these days". o amor. lol. uma mentira.
a 12, welcome to hard times, marca nova mudança de tom. tudo mais negro agora. deprimente. a 13, building immunity, é uma queda num poço que torna tudo ainda mais escuro. e finalmente, a 14, epilogue, é o final da viagem, num registo spoken-word, instrumental à la mogwai ou explosions in the sky. tenho-a quase completa.
enfim, a ver no que dá, o que consigo fazer. o mais certo é não conseguir nada, mas pronto...
1 - these sun glasses make you look as vain as you are
2 - the day i learnt how to speak your tongue
3 - whose buildings are these?
4 - birth
5 - lions belong in the wild
6 - cape town
7 - i wish i was english
8 - curse
9 - i am better than anyone you will ever be with
10 - love is the lie you use to convince yourself you're not a slut
11 - love.forever. 2 useless words.
12 - welcome to hard times
13 - building immunity
14 - epilogue
destas, apenas 2 estão completas (birth e building immunity). as outras estão ainda num estado mais ou menos incompleto. mas já tenho uma ideia do rumo a tomar. há 3 temas principais. a futilidade feminina mais ou menos generalizada. negação/inconformismo. e depressão.
as primeiras 2 são sobre as "pequeninas", e de como é preciso descer ao nível de futilidade geral para se ir seja onde for.
a 3ª é uma espécie de fábrica de perguntas. o que é isto? onde? quando? quem? porquê?
a 4ª, birth, marca uma mudança de tom, que vai até á 8ª, curse. é a parte menos escura. parva até. sim cape town é de mais, sim gostava de ser inglês. sim não estou bem aqui, não é o meu lugar, nem nada disto está certo. sim este país esta amaldiçoado.
a 9 e a 10 são explícitas que chegue. não vou perder tempo aqui.
a 11, love.forever. 2 useless words., é uma que segue as pisadas de frases como "they've made it far too easy to believe that true romance can't be achieved these days". o amor. lol. uma mentira.
a 12, welcome to hard times, marca nova mudança de tom. tudo mais negro agora. deprimente. a 13, building immunity, é uma queda num poço que torna tudo ainda mais escuro. e finalmente, a 14, epilogue, é o final da viagem, num registo spoken-word, instrumental à la mogwai ou explosions in the sky. tenho-a quase completa.
enfim, a ver no que dá, o que consigo fazer. o mais certo é não conseguir nada, mas pronto...
segunda-feira, 4 de maio de 2009
phoskitos
esta história dos piratas na somália fez-me lembrar o reclame dos phoskitos. para quem não sabe um phoskito é uma cena tipo kinder delice (acho eu). e fez-me lembrar o reclame porque havia um barco cheio de putos e uma voz a anunciar de forma extremamente emotiva "o lanche dos piratas é phoskitos"... e eu fiquei agora a pensar que isto é um bocado estúpido. tenho as minhas dúvidas que os piratas lanchem de todo. e mesmo que lanchem, não estou a ver o capitão de um qualquer navio pirata, homem sanguinário e corpulento, a chamar a tripulação, abrir a arca do tesouro e começar a distribuir phoskitos por entre gritos de contentamento da tripulação. parece-me pouco provável. na volta também comem lasanhas ao jantar e sumo de laranja com torradas ao pequeno almoço não? afinal de contas a pirataria é uma profissão que exige um grande desgaste físico logo uma alimentação saudável é essencial. saquear, matar e violar sim senhor, mas só bem alimentado.
outra coisa sobre este assunto. acho de uma competência extrema alguém ter dado ordens a um navio de guerra português para ir para a somália ajudar a resolver este problema da pirataria quando por lei (pelo que disseram na televisão) não podiam capturar quaisquer piratas. campeões do rídiculo. foram lá, capturaram um navio pirata, mas depois tiveram de os soltar... sim senhor... merece palmas. lol é impressionante como não sai nada de jeito deste país.
outra coisa sobre este assunto. acho de uma competência extrema alguém ter dado ordens a um navio de guerra português para ir para a somália ajudar a resolver este problema da pirataria quando por lei (pelo que disseram na televisão) não podiam capturar quaisquer piratas. campeões do rídiculo. foram lá, capturaram um navio pirata, mas depois tiveram de os soltar... sim senhor... merece palmas. lol é impressionante como não sai nada de jeito deste país.
alex turner
há alguns gajos que eu admiro. são eles: eddie vedder, trent reznor, thom yorke, matt bellamy, will sheff, alex turner, fernando alvim. todos eles mais ou menos pela música que fazem, menos o alvim como é óbvio. o alvim é mesmo por ser parvo e levar vida de rei. há que dar valor a quem ganha a vida assim. mas se me perguntassem se gostava de ser um deles, não tinha dúvidas em escolher: alex turner, é da minha idade e tudo. o rapaz tem uma postura enorme. para começar também ele passou pela típica situação em que se viu trocado por um gajo maior, mais velho, que tinha carro. acontece a todos. acho que está na lei. contudo teve o discernimento de se dedicar a alguma coisa e fazer alguma coisa de útil em vez de deixar os dias passarem à espera que as coisas melhorassem. isto porque em 2001 lembrou-se de pedir uma guitarra ao pai no natal, e passou os 2 anos seguintes a treinar que nem um maluco. e foi então em 2003 que formou a banda. e é agora conhecido, e famoso de certa maneira. não é pelo virtuosismo na guitarra, nem pela voz que acho que ele é o maior do mundo. é simplesmente pelas atitudes que toma agora que já não é um desconhecido. e tem dinheiro. é o facto de dizer que não quer saber das rádios, é dizer que se fosse o chris martin se suicidava, é não aceitar os prémios para que é nomeado... enfim, no fundo é mais ou menos dizer "então há 2 anos atrás não valia nada, e agora é todo o mundo muito meu amigo? fodam-se todos"...
vai daí, ele fez uma música pa gaja que o trocou pelo que tinha carro... they've got engaged no intention of a wedding... não me ocorre melhor frase para descrever este tipo de situação em que vem um macacão, leva a gaja pa estourar com ela até se fartar, e ela a pensar "ele gosta mesmo de mim"...
outra a cascar nas gajas e nas desculpas de merda que arranjam para tudo. são capazes de fazer a maior atrocidade do mundo, e arranjar sempre uma desculpa, geralmente é qualquer coisa tipo "ai tava confusa", "estava frágil", "bebi de mais"... she said it's the red wine this time but that is no excuse... nem é preciso dizer mais nada.
settle for a draw, i'm just a beginner but she'll be the only winner so take the draw if it's available, que basicamente confirma: não, não vale a pena discutir com uma mulher, não há victória possível.
a certain romance, parece-me ser uma espécie de comunicado onde se afirma "ya isto tá tudo uma merda". sim vocês são todos uma merda, uns fúteis, inúteis, não têm nada na cabeça. no romance around there. a mais pura das verdades. não há. é tudo um negócio que envolve buracos e coisas que os enchem. qual romance.
only ones who know, história parecida. all the little promises that don't mean much/they've made it far too easy to believe that true romance can't be achieved these days... sem dúvida.
enfim, este gajo tem uma postura e discernimento do tamanho do mundo. eu não tinha atitude diferente na mesma situação. se por acaso ganhasse o euro milhões consigo pensar numa cambada de "amigos" e interesseiras que iam aparecer do nada. tanto como ter o dinheiro, ia-me dar um gozo enorme manda-los a todos po caralho...
vai daí, ele fez uma música pa gaja que o trocou pelo que tinha carro... they've got engaged no intention of a wedding... não me ocorre melhor frase para descrever este tipo de situação em que vem um macacão, leva a gaja pa estourar com ela até se fartar, e ela a pensar "ele gosta mesmo de mim"...
outra a cascar nas gajas e nas desculpas de merda que arranjam para tudo. são capazes de fazer a maior atrocidade do mundo, e arranjar sempre uma desculpa, geralmente é qualquer coisa tipo "ai tava confusa", "estava frágil", "bebi de mais"... she said it's the red wine this time but that is no excuse... nem é preciso dizer mais nada.
settle for a draw, i'm just a beginner but she'll be the only winner so take the draw if it's available, que basicamente confirma: não, não vale a pena discutir com uma mulher, não há victória possível.
a certain romance, parece-me ser uma espécie de comunicado onde se afirma "ya isto tá tudo uma merda". sim vocês são todos uma merda, uns fúteis, inúteis, não têm nada na cabeça. no romance around there. a mais pura das verdades. não há. é tudo um negócio que envolve buracos e coisas que os enchem. qual romance.
only ones who know, história parecida. all the little promises that don't mean much/they've made it far too easy to believe that true romance can't be achieved these days... sem dúvida.
enfim, este gajo tem uma postura e discernimento do tamanho do mundo. eu não tinha atitude diferente na mesma situação. se por acaso ganhasse o euro milhões consigo pensar numa cambada de "amigos" e interesseiras que iam aparecer do nada. tanto como ter o dinheiro, ia-me dar um gozo enorme manda-los a todos po caralho...
gripe
começo a ficar farto destas gripes todas. gripe das aves, gripe suína... é o h5n1 o h1n1 evoluído e não sei que mais. não quero ouvir falar mais em gripes. a única gripe que me interessa que apareça é a gripe dos macacos. h5m1 onde o m é de macaco. essa é que era uma boa gripe. obviamente os primeiros casos iam ser detectados em áfrica ou em portugal, que é onde há macacos. e por uma vez ia ser um vírus completamente inofensivo para a humanidade. aliás, estou em crer que ia ser um vírus que ia ser adorado geração após geração. ia ser falado nos livros de história daqui a uns anos. até imagino o professor a dar a aula e a dizer "se não fosse a gripe dos macacos nenhum de nós estaria aqui, nos primórdios do tempo 80% da população portuguesa era do sexo masculino, se não fosse a gripe dos macacos nunca estariamos aqui pois os nossos ancestrais teriam morrido virgens"...
mas não, só dá nos frangos e nos porcos. eu gosto de frango, eu gosto de carne de porco. do que eu não gosto é de macacos, e no entanto nunca mais lhes cai uma gripe em cima.
mas não, só dá nos frangos e nos porcos. eu gosto de frango, eu gosto de carne de porco. do que eu não gosto é de macacos, e no entanto nunca mais lhes cai uma gripe em cima.
domingo, 3 de maio de 2009
aifai
confesso que não gosto do hi5. acho que basicamente não serve para nada, a não ser para futilidades, o que por definição redunda no mesmo. no entanto, por mau que seja, deu para ver uma coisa: nos tempos em que usava o hi5, e tava nos grupos de bandas tipo radiohead, muse, nin, okkervil river, pearl jam, arctic monkeys, smashing pumpkins e por aí fora, por alguma razão estranha era adicionado por gajas da europa de leste, constantemente. ora isto dá para tirar logo uma ilação, ou eu sou famoso por lá e nem sei, ou entao, são mais cultas que as portuguesas e sempre ouvem alguma música. 1-0, ganha a europa de leste. siga o jogo. a próxima diferença é a atitude, que não é de snob mesquinha que se julga superior, até porque eu raramente adicionava pessoas, era adicionado. e não era eu que entrava em contacto fosse com quem fosse. 2-0 para a europa de leste. mais ainda, olhando para os perfis/fotos, dava para ver outra coisa: não tinham 800 amigos, 700 dos quais gajos, não tinham 1000 comentários do género "que gata", "que gostosa", "que olhar"... ou piores, não tinham 140 fotos e mais uma valente tonelada de comentários idiotas. não. a maior parte das vezes os amigos não passavam os 50 e os macacos escasseavam. 3-0 para a europa de leste. golpe final: olhando às poucas fotos que tinham, não se viam macacos nas fotos, ou apareciam sozinhas, ou com amigas, sempre, mas sempre. é uma diferença abismal. qualquer gaja portuguesa tem fotos no hi5 com dezenas e dezenas de macacos, é uma lei. e eu reparei nisto, sem estar à procura fosse do que fosse, pura e simplesmente saltava à vista. recebia convites, ia ver o profile antes de aceitar, e não havia como não reparar. é um contraste abismal. enfim, 4-0 para a europa de leste. goleada.
ainda bem que o hi5 hoje em dia ao que parece só é usado practicamente em portugal. não temos o direito de andar a estragar redes sociais aos outros.
ainda bem que o hi5 hoje em dia ao que parece só é usado practicamente em portugal. não temos o direito de andar a estragar redes sociais aos outros.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
12-28
pelo título já dá para perceber que vou falar de coisas importantes (lol). 12-28 porquê? porque é um intervalo de tempo particularmente frenético na vida das mulheres, das portuguesas pelo menos. é uma jornada enorme. aqui vai:
até por volta dos 12 anos, rapazes e raparigas é mais ou menos a mesma coisa. os gajos jogam à bola, as raparigas jogam à apanhada ou qualquer coisa parecida. mas chegando aos 12 anos as coisas começam a mudar. os gajos continuam a só querer saber de jogar à bola, mas as raparigas começam a interessar-se pelas futilidades que vão dar sentido ao resto das suas vidas. ou seja: roupas, maquilhagens, namoricos, etc... pelo que começa aqui, começa aos 12 a transformação, é aos 12 que se lhes mete na cabeça que têm muito mais maturidade que os rapazes da idade delas, fase que vai até aos 20-22. na verdade não têm. pensam que tem, e é assim, devido a esta súbita consciencialização idiota de que são mais do que aquilo que na verdade são que se abre a porta à pedofilia... ou seja, quase sem excepção, dos 12 aos 14 (16 nos casos mais católicos), perdem a virgindade com um gajo pelo menos 8 anos mais velho, isto na melhor das hipotéses porque o mais normal é que a percam com um jogador de futebol brasileiro de 23 anos, preto, do clube local. não sei quem foi que inventou aquela história sobre a primeira vez ser muito importante para as raparigas e ter de ser perfeito e blah blah blah... mas é uma boa história... fantasiosa q.b. há algo de mágico no sotaque brasileiro, frases como "e aí minina? vamo tomá um suco?" ou "huá, oi, vem daí te dou uma carona" ou "vamo na minha casa jugá vidiogaimi" são difíceis de resistir quando proferidas por jogadores de futebol. compreende-se. anyway, fim do primeiro capítulo, a iniciação.
após esta primeira fase, as miudinhas transformam-se em mulheres de pleno direito. e a jornada continua. umas repetem o jogador, outras rodam a equipa inteira, outras rodam gajos mais velhos aleatoriamente, outras até experimentam alguns dos colegas, de idade similar. sempre no comando no fundo. uma roda viva. vão ficando cada vez mais fúteis. mais roupas, mais maquilhagens. começam a ouvir bandas tipo my chemical romance, tokyo hotel, 30 seconds to mars porque o vocalista é "todo bom"... todo e qualquer vestígio de cultura ou boa vontade é implacavelmente assassinado. o contacto com qualquer pessoa minímamente decente é proíbido. infinity, show me love... enfim, começa a aprendizagem para que um dia saibam como esmifrar gajos tirando partido do facto de este país os ter a mais... passo a explicar: promessa de buraco => bebidas à pala, tabaco à pala, boleia para casa, cãozinho sempre atrás... sejamos honestos, grande parte dos gajos são burros, e fazem qualquer coisa por um buraco, elas há uns anos atrás perceberam a particularidade da situação e agora tiram partido dela. normal. básico. este é o segundo capítulo, a aprendizagem, se quiserem early days. dura até entrarem na universidade, seja, geralmente até aos 18.
ahhh a universidade. libertinagem. nesta altura já há grandes bases. não há é jogadores da bola, pois as universidades são em cidades normalmente, e jogadores de clubes de maior importância já ganham o suficiente para "comprarem" outro tipo de mulheres. mas não se pense que alguém fica mal servido. nada disso. a macacada começa logo no dia das matrículas, com a cambada de macacos que vai para a caça a ser verdadeiramente "legendária" (como diria cr7). mete medo. claro que como os macacos são em maior número nem todos se safam, mas dos macacos não reza esta crónica. chegadas à universidade, quem vão ser os primeiros? os gajos que as praxam obviamente. correção: que as protegem da praxe com vista a obterem um buraco. assim é que é. aliás a praxe foi inventada por um gajo que tinha como finalidade conseguir comer as caloiras... é limpinho. e a invenção funciona. o que é facto é que os tais "doutores" as comem, elas rodam-nos todos, e assim passam o primeiro ano na universidade... enquanto os pais se estão a gabar ao vizinho da filha que está na universidade, ela provavelmente está de boca cheia. é um orgulho tremendo... e é o pico da evolução... a partir daqui vai ser sempre a descer, lentamente é certo, mas sempre a descer. isto porque no ano seguinte a história repete-se. há novas caloiras que vão desviar as atenções. claro que não vão faltar homens a ninguém, mas já não vai ser a mesma brutalidade. até porque num ano de "boa vida" o pneu obrigatório por lei tende a crescer e afastar alguns potenciais clientes. nada de preocupante. agora que já são mais conhecidas rodam gajos de outros anos, até caloiros. nunca há-de faltar onde rodar. a escolha diminui um bocadinho mas nada de preocupante. não por enquanto. ainda há muito por onde escolher e podem ser esquesitas à vontade, mesmo quando não valem nada. 3º capítulo, a vida adulta.
chega finalmente aquela altura em que a barriga já não dá para disfarçar. as toneladas de maquilhagem já não escondem as rugas e outras imperfeições. claro que ainda podem escolher, e esmifrar gajos à vontade, isso nunca vai mudar. mas já não podem contar que vão comer o gajo mais rico e mais musculado da noite, porque vão haver lá outras com a mesma ideia, menos barriga e mais novas. simples. vai-se limitar tudo à abundância de escolha, é essa que vai diminuíndo. a cada ano que passa vai sendo menor. a cada ano a barriga vai sendo maior, as rugas em maior quantidade, e a kilometragem obviamente também. tudo tem as suas consequências. é então quando atingem uma certa idade, por volta dos 28 que aquele tal relógio biológico que não sei o que é começa a dar horas, e a familía começa a perguntar "quando arranjas um bom homem?" ignorando, na sua inocência, o quão católica a filha tem sido ao longo dos anos, ignorando que na verdade não merece mais que um filho da puta... mas, como em tantas outras coisas, a justiça não é para aqui chamada, pelo que, por mais terrível que uma gaja seja, acaba sempre por conseguir arranjar um gajo, um pacóvio, mesmo aos 28. virgem se for preciso. nada mais compreensível, quando quase todas as gajas foram exactamente como esta que caçou o tal pacóvio só agora que ninguem "melhor" lhe pega... um que vai novamente fazer de tudo por ela. até porque nunca teve outra. é uma injustiça tremenda. mas adiante, o que é facto é que lá acabam por assentar, acalmar. até se fartarem. até resolverem que têm de começar a ir para o ginásio e acabar por papar o personal trainer, ou até se lembrarem de entar para o clube de poesia e papar um gajo qualquer. é só fartarem-se do pacóvio. e isso acontece sempre. chupam o pacóvio até ao tutano, usam-no enquanto precisam, enquanto não têm um esquema. quando já não precisam, seja porque já têm o personal trainer, o homem do gás, o homem do talho, o jardineiro, o homem da piscina... etc etc... está na hora da chupada final, o divórcio. depois, como é óbvio, vão ter de voltar a arranjar outro pacóvio, e repetir a habilidade. e arranjam. e repetem. e isto é que é triste, a verdade pura e crua é que por mais badalhoco que isto seja, por mais injusto... ao longo dos anos, vão conseguindo sempre o melhor que podem aspirar a ter. jogadores de futebol, macacões, musculados, com carro, pacóvios ricos a quem chupar dinheiro. sempre o melhor que podem aspirar a ter, porque não há gajos musculados, bonitos, ricos, inteligentes e boas pessoas... papam os musculados quando podem, chupam dos que são ricos quando conseguem... enfim é um jogo de interesses avassalador, que dura uma vida. e no fim de tudo, graças ao facto de haver tanto gajo em portugal, tanto gajo estúpido, safam-se com tudo. pila vão sempre arranjar, é um produto que nunca vai faltar em portugal. dinheiro também, é so arranjar uma pácovio. pelo menos até serem tão velhas que ninguém lhes pegue mesmo...
o meu conselho para aqueles que não são filhos da puta e tem alguma coisa na cabeça? fujam de portugal... e nunca mais voltem.
até por volta dos 12 anos, rapazes e raparigas é mais ou menos a mesma coisa. os gajos jogam à bola, as raparigas jogam à apanhada ou qualquer coisa parecida. mas chegando aos 12 anos as coisas começam a mudar. os gajos continuam a só querer saber de jogar à bola, mas as raparigas começam a interessar-se pelas futilidades que vão dar sentido ao resto das suas vidas. ou seja: roupas, maquilhagens, namoricos, etc... pelo que começa aqui, começa aos 12 a transformação, é aos 12 que se lhes mete na cabeça que têm muito mais maturidade que os rapazes da idade delas, fase que vai até aos 20-22. na verdade não têm. pensam que tem, e é assim, devido a esta súbita consciencialização idiota de que são mais do que aquilo que na verdade são que se abre a porta à pedofilia... ou seja, quase sem excepção, dos 12 aos 14 (16 nos casos mais católicos), perdem a virgindade com um gajo pelo menos 8 anos mais velho, isto na melhor das hipotéses porque o mais normal é que a percam com um jogador de futebol brasileiro de 23 anos, preto, do clube local. não sei quem foi que inventou aquela história sobre a primeira vez ser muito importante para as raparigas e ter de ser perfeito e blah blah blah... mas é uma boa história... fantasiosa q.b. há algo de mágico no sotaque brasileiro, frases como "e aí minina? vamo tomá um suco?" ou "huá, oi, vem daí te dou uma carona" ou "vamo na minha casa jugá vidiogaimi" são difíceis de resistir quando proferidas por jogadores de futebol. compreende-se. anyway, fim do primeiro capítulo, a iniciação.
após esta primeira fase, as miudinhas transformam-se em mulheres de pleno direito. e a jornada continua. umas repetem o jogador, outras rodam a equipa inteira, outras rodam gajos mais velhos aleatoriamente, outras até experimentam alguns dos colegas, de idade similar. sempre no comando no fundo. uma roda viva. vão ficando cada vez mais fúteis. mais roupas, mais maquilhagens. começam a ouvir bandas tipo my chemical romance, tokyo hotel, 30 seconds to mars porque o vocalista é "todo bom"... todo e qualquer vestígio de cultura ou boa vontade é implacavelmente assassinado. o contacto com qualquer pessoa minímamente decente é proíbido. infinity, show me love... enfim, começa a aprendizagem para que um dia saibam como esmifrar gajos tirando partido do facto de este país os ter a mais... passo a explicar: promessa de buraco => bebidas à pala, tabaco à pala, boleia para casa, cãozinho sempre atrás... sejamos honestos, grande parte dos gajos são burros, e fazem qualquer coisa por um buraco, elas há uns anos atrás perceberam a particularidade da situação e agora tiram partido dela. normal. básico. este é o segundo capítulo, a aprendizagem, se quiserem early days. dura até entrarem na universidade, seja, geralmente até aos 18.
ahhh a universidade. libertinagem. nesta altura já há grandes bases. não há é jogadores da bola, pois as universidades são em cidades normalmente, e jogadores de clubes de maior importância já ganham o suficiente para "comprarem" outro tipo de mulheres. mas não se pense que alguém fica mal servido. nada disso. a macacada começa logo no dia das matrículas, com a cambada de macacos que vai para a caça a ser verdadeiramente "legendária" (como diria cr7). mete medo. claro que como os macacos são em maior número nem todos se safam, mas dos macacos não reza esta crónica. chegadas à universidade, quem vão ser os primeiros? os gajos que as praxam obviamente. correção: que as protegem da praxe com vista a obterem um buraco. assim é que é. aliás a praxe foi inventada por um gajo que tinha como finalidade conseguir comer as caloiras... é limpinho. e a invenção funciona. o que é facto é que os tais "doutores" as comem, elas rodam-nos todos, e assim passam o primeiro ano na universidade... enquanto os pais se estão a gabar ao vizinho da filha que está na universidade, ela provavelmente está de boca cheia. é um orgulho tremendo... e é o pico da evolução... a partir daqui vai ser sempre a descer, lentamente é certo, mas sempre a descer. isto porque no ano seguinte a história repete-se. há novas caloiras que vão desviar as atenções. claro que não vão faltar homens a ninguém, mas já não vai ser a mesma brutalidade. até porque num ano de "boa vida" o pneu obrigatório por lei tende a crescer e afastar alguns potenciais clientes. nada de preocupante. agora que já são mais conhecidas rodam gajos de outros anos, até caloiros. nunca há-de faltar onde rodar. a escolha diminui um bocadinho mas nada de preocupante. não por enquanto. ainda há muito por onde escolher e podem ser esquesitas à vontade, mesmo quando não valem nada. 3º capítulo, a vida adulta.
chega finalmente aquela altura em que a barriga já não dá para disfarçar. as toneladas de maquilhagem já não escondem as rugas e outras imperfeições. claro que ainda podem escolher, e esmifrar gajos à vontade, isso nunca vai mudar. mas já não podem contar que vão comer o gajo mais rico e mais musculado da noite, porque vão haver lá outras com a mesma ideia, menos barriga e mais novas. simples. vai-se limitar tudo à abundância de escolha, é essa que vai diminuíndo. a cada ano que passa vai sendo menor. a cada ano a barriga vai sendo maior, as rugas em maior quantidade, e a kilometragem obviamente também. tudo tem as suas consequências. é então quando atingem uma certa idade, por volta dos 28 que aquele tal relógio biológico que não sei o que é começa a dar horas, e a familía começa a perguntar "quando arranjas um bom homem?" ignorando, na sua inocência, o quão católica a filha tem sido ao longo dos anos, ignorando que na verdade não merece mais que um filho da puta... mas, como em tantas outras coisas, a justiça não é para aqui chamada, pelo que, por mais terrível que uma gaja seja, acaba sempre por conseguir arranjar um gajo, um pacóvio, mesmo aos 28. virgem se for preciso. nada mais compreensível, quando quase todas as gajas foram exactamente como esta que caçou o tal pacóvio só agora que ninguem "melhor" lhe pega... um que vai novamente fazer de tudo por ela. até porque nunca teve outra. é uma injustiça tremenda. mas adiante, o que é facto é que lá acabam por assentar, acalmar. até se fartarem. até resolverem que têm de começar a ir para o ginásio e acabar por papar o personal trainer, ou até se lembrarem de entar para o clube de poesia e papar um gajo qualquer. é só fartarem-se do pacóvio. e isso acontece sempre. chupam o pacóvio até ao tutano, usam-no enquanto precisam, enquanto não têm um esquema. quando já não precisam, seja porque já têm o personal trainer, o homem do gás, o homem do talho, o jardineiro, o homem da piscina... etc etc... está na hora da chupada final, o divórcio. depois, como é óbvio, vão ter de voltar a arranjar outro pacóvio, e repetir a habilidade. e arranjam. e repetem. e isto é que é triste, a verdade pura e crua é que por mais badalhoco que isto seja, por mais injusto... ao longo dos anos, vão conseguindo sempre o melhor que podem aspirar a ter. jogadores de futebol, macacões, musculados, com carro, pacóvios ricos a quem chupar dinheiro. sempre o melhor que podem aspirar a ter, porque não há gajos musculados, bonitos, ricos, inteligentes e boas pessoas... papam os musculados quando podem, chupam dos que são ricos quando conseguem... enfim é um jogo de interesses avassalador, que dura uma vida. e no fim de tudo, graças ao facto de haver tanto gajo em portugal, tanto gajo estúpido, safam-se com tudo. pila vão sempre arranjar, é um produto que nunca vai faltar em portugal. dinheiro também, é so arranjar uma pácovio. pelo menos até serem tão velhas que ninguém lhes pegue mesmo...
o meu conselho para aqueles que não são filhos da puta e tem alguma coisa na cabeça? fujam de portugal... e nunca mais voltem.
os mais bêbados
parece que há um estudo que afirma que os jovens portugueses são os que mais bebem na europa. os mais bêbados portanto. não sei quem perdeu tempo a fazer um estudo destes, mas esta conclusão a que chegaram é mais que óbvia. claro que somos os mais bêbados. mas claro. não temos remédio. ninguém no seu perfeito juízo consegue encarar a realidade portuguesa se estiver sóbrio. só gajos, azeiteiros, macacos, practicamente não há gajas, e as que há são terríveis... que mais há a fazer? a única solução é ir pos copos. como é que um gajo se aguentava no sardinha a ser pisado por 30 macacos por minuto que nem cães atrás duma das 5 ou 6 pequeninas que lá andassem? mesmo com os copos às vezes só apetece distríbuir cotoveladas. enerva. se as pessoas não bebessem não aguentavam 5 minutos. é estúpido? claro que é. em países a sério às 4 da manhã acaba tudo, as pessoas saem com um objectivo, e suponho que a maior parte das vezes o cumpram. aqui é toda a noite, até ser dia, horas e horas a vaguear sem qualquer finalidade. copos atrás de copos para se aguentar até ao fim. é estúpido. é um desperdício total. mas no entanto é um mal necessário, de outra maneira não se fazia nada e acabavamos por ficar malucos.
contentem-se a droga ser cara, se não eramos os mais drogados da europa, e do mundo também... um país à parte este nosso portugal.
contentem-se a droga ser cara, se não eramos os mais drogados da europa, e do mundo também... um país à parte este nosso portugal.
terça-feira, 28 de abril de 2009
i love cape town III
domingo. o 1º dia por nossa conta. acordamos mais tarde. ainda assim, a tempo de ir almoçar e dar uma vista de olhos pela cidade. long street foi a escolha óbvia, afinal de contas aquilo basicamente é uma rua enorme cheia de bares e restaurantes. demos umas voltas mas a fome era muita, pelo que acabamos por entrar no 1º restaurante típico que vimos... exacto, o kfc. não foi grande refeição mas serviu, e também não foi caro. mais tarde haviamos de ficar a saber que nada era caro... nada mesmo. andamos mais um bocado pelas redondezas, para ficar a conhecer minimamente o terreno. acabamos por voltar ao hotel, pois não sabiamos muito bem o que fazer. eram 4 ou 5 da tarde e fomos pa piscina... isto começa a soar repetitivo mas tem de ser dito... eu entro no recinto, tava uma mamalhuda logo ali, na agua mais umas quantas, nas cadeiras outras... enfim... eu sei que parece mentira para qualquer pessoa que esteja habituada a portugal. mas isto ainda não era nada. calma. passamos a tarde na piscina, até ser hora de jantar. que mal que estavamos. pa jantar fomos a camps bay, zona junto à praia (ninguém adivinhava), zona chique. aquilo tem um não sei quê de miami. nunca estive em miami, mas é parecido com certas imagens que vi em filmes. tirando a parte de ter umas brutas montanhas como pano de fundo, o que tornava aquilo bem mais especial. era so restaurantes e bares todos chiques, e como tal passou-nos pela cabeça que ia ser uma boa estoura, mas enfim, dias não são dias. imaginem alto restaurante com vista pa praia e tal... foi aí que jantamos, e muito bem devo dizer. não sabem o que é carne má por lá. o mais incrível foi chegar ao fim e ter pago cerca de 8 euros. e ainda bebi 3 heinekens. bué caro eu sei.
eu queria ficar por lá, pa noite. até saber que eu era o único que tinha dinheiro ali. então, apesar de haver lá um bar que parecia tar fixolas (tava cheio, e não era de gajos), não havia nada a fazer, não tava propriamente bem vestido, era só altos carros a passar e gente a chegar, e só eu é que tinha dinheiro, e não ia chegar para 3 como é óbvio. decidiu-se que o melhor era voltar ao hotel e tentar long street. e assim foi. long street estava calminha. e já não era só pretos. entramos em alguns pubs e bares até decidirmos que não valia a pena andar a corre-los todos pois deviam tar todos a mesma coisa. tava tudo calmo, havia gente nas mesas a conversar e tal, pouca gente na pista. ainda assim, milhões de vezes melhor que qualquer noite em braga. num domingo. em long street. que não era propriamente dos melhores sítios para se ir. mais uma vez: não, não era só gajos. isso é um exclusivo de portugal. marca registada.
eventualmente acabamos por voltar para o hotel. não tinha sido um dia particularmente espectacular, mas isso só se podia dizer comparando-o com os que estavam para vir.
eu queria ficar por lá, pa noite. até saber que eu era o único que tinha dinheiro ali. então, apesar de haver lá um bar que parecia tar fixolas (tava cheio, e não era de gajos), não havia nada a fazer, não tava propriamente bem vestido, era só altos carros a passar e gente a chegar, e só eu é que tinha dinheiro, e não ia chegar para 3 como é óbvio. decidiu-se que o melhor era voltar ao hotel e tentar long street. e assim foi. long street estava calminha. e já não era só pretos. entramos em alguns pubs e bares até decidirmos que não valia a pena andar a corre-los todos pois deviam tar todos a mesma coisa. tava tudo calmo, havia gente nas mesas a conversar e tal, pouca gente na pista. ainda assim, milhões de vezes melhor que qualquer noite em braga. num domingo. em long street. que não era propriamente dos melhores sítios para se ir. mais uma vez: não, não era só gajos. isso é um exclusivo de portugal. marca registada.
eventualmente acabamos por voltar para o hotel. não tinha sido um dia particularmente espectacular, mas isso só se podia dizer comparando-o com os que estavam para vir.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
i love cape town II
segundo dia. dia do j&b met. lembro-me que dormi mesmo bem. acordei cedo porque por alguma razão estranha não acreditam em estores por lá. e também não podia ficar a dormir que além de ser um desperdício, acabava por perder o transporte para a festa. às 11 da manha já estávamos a ir para o circuito. o meu irmão foi o caminho todo a recitar poesia, ao ponto das espanholas conseguirem perceber que ele só estava a dizer merda. eu prestava mais atenção ao que via pelos vidros da carrinha. a viagem ainda durou um bocado que aquilo ainda é grande mas eventualmente lá chegamos ao nosso destino, lá nos deram as cenas vip e entramos. tenho quase a certeza que uma coisa destas nunca mais se repetirá. havia lá bué gente famosa, notava-se pelas câmaras de televisão (tenho a certeza que apareço à emplastro por trás, eu bem tentava fugir de flashes e câmaras, mas por alguma razão estúpida tenho de aparecer sempre à emplastro), notava-se pelos vestidos, assim como se notava que havia muitos ricos, aliás, tava lá um homem que se não fosse rico nunca tinha conseguido entrar, nao vestido daquela maneira, imaginem um tuga de fato de treino fluorescente... era equivalente.
por esta altura já se estarão a perguntar "e gajas? havia?" ... pergunta legítima em portugal, para iniciar uma conversa em que se lamenta a miséria que este país é, mas completamente idiota se for sobre cape town. claro que havia. e havia-as famosas, de lá, eu não conhecia, mas era só somar 2+2. e sim, havia mais gajas do que gajos lá dentro. para dizer a verdade não vi uma gorda, uma feia. até as raparigas que andavam com as bandejas e a trazer bebidas eram impecáveis, mas já falei nisto, a única diferença é que neste dia eram mais. continuando, a quantidade de comida era industrial, havia de tudo para lá, e tudo cenas gourmet para ricos, nada de pregos, cachorros ou bifanas... eu nem sei, só sei que comi que nem um boi. melhor ainda? bar aberto, completamente aberto, era só pedir, o que quer que fosse, eles davam. e foi mais ou menos assim, entre comer e beber e fazer macacadas tipo falar do cristiano ronaldo ou do mourinho que passei, passamos, a tarde. estava ali a viver um dia para nunca mais esquecer, a não ser que venha a ter alzheimer como é óbvio.
lá para as 6 da tarde voltamos ao hotel. para tomar banho e tal. ficou combinado ir para o circuito outra vez às 8 da noite. segundo as informações que o gajo da j&b de portugal nos deu, supostamente iamos ter jantar, e a festa principal ia ser à noite numa bola de cristal gigante perto das montanhas. não foi bem assim. mas lá chegaremos. uma vez no hotel, lá fomos pa piscina, surpresa surpresa, nós eramos os únicos gajos lá, o resto era tudo gajas, 3 ou 4 na água, mais umas tantas nas cadeiras a apanhar sol... juro que senti saudades de casa... juro mesmo.
às 20:00 ainda não tava pronto, tinhamos de nos atrasar e pôr as espanholas à espera, nem podiamos dizer que eramos portugueses se chegassemos sempre a horas, por amor de deus. mas lá descemos, ia de fato, camisa branca e óculos de sol pendurados na camisa, mais ou menos à lincoln burrows disseram. mas em versão de merda acrescento eu. quando chegamos de novo ao circuito (acho que se chamava kenilwooth masnão tenho a certeza) já era quase noite... lusco-fusco vá lá. e já não havia tanta gente lá como de tarde. logo ali percebi que os gajos da j&b portugal não sabiam muito bem o que ia acontecer por lá. mas não pensem que era só gajos e tava uma treta. nada disso. tava só com menos gente. a parte má é que já não havia comida, logo não houve jantar para ninguém. quanto aos bares supostamente já tinha que se pagar... isto porque eles tinham começado a deixar entrar pessoas, suponho que estavam a vender bilhetes. mas arranjaram-nos um cartão pa pedir bebidas, tipo cartão de crédito, e ainda passamos por ricos a dar bebidas a toda a gente. anyway, a noite ia avançando, estava tudo mais calmo, tinha os pés arrebentados por causa dos sapatos de maneira que lá nos sentamos num canto. e foi aí, precisamente aí, que comecei a pensar no quanto ia chorar ao voltar para portugal. porque o que se passou... enfim. as espanholas tavam para lá sentadas também... e elas eram em toda a medida, típicas portuguesas, barriga da praxe, pequeninas, todas produzidas, todas maquilhadas, com uma certa mania que iam comer um cristiano ronaldo, nem todas vá, tenho de ser justo, mas 2 ou 3 eram mesmo as típicas portuguesas, e deu-me um gozo enorme, enorme mesmo, ver que ninguém, nenhum gajo sequer olhou para elas, lhes dirigiu a palavra... nada... tavam com uma cabeça do tamanho do mundo... eu ri-me e senti-me bem, mais em casa do que alguma vez me vou sentir neste país de merda. a cabeça era tão grande que foram embora passado um bocado. pelo contrário, comnosco não foi assim... tavamos muito bem para lá sentados e veio uma das raparigas que tava lá a trabalhar falar comnosco, mas aquilo era uma que dava 15-0 às do sardinha, acredite quem quiser. chamava-se amy, e foi impecável, aliás, se não tem sido ela provavelmente os dias seguintes tinham sido muito diferentes. ela disse-nos o que fazer, aonde ir, quando... enfim, atitude 5* como seria de esperar quando não dás razóes para te traterem doutra forma. acabaram por chama-la para ir trabalhar, e nos lá fomos à nossa vida, vaguear mais um bocado, ter conversas parvas com as pessoas, contar macacadas sobre ter perdido uma fortuna em apostas nos cavalos... enfim macacadas, até me ter cansado e me ter ido sentar num banco num jardim que tava para lá... o meu irmão juntou-se a mim passado um bocado... e agora pasmem-se... a amy apareceu com uma amiga dela (que também dava 15-0 às do sardinha) e apresentou-a e ficaram a falar comnosco. isto diz tudo, tudo. estou aliás convencido que se estivesse habituado a atitudes decentes não tinhamos passado o domingo e a segunda meios perdidos. mas como não estou, não tive lata pa perguntar/pedir certas coisas. mas seguindo em frente, passaram-se uns minutos e veio outra rapariga, chamar pelas outras duas para irem trabalhar. também nos falou. senti uma saudade imensa a apertar-me o coração. saudades de portugal.
a noite ali estava a chegar ao fim. ia haver um after hours, supostamente até às 6 da tarde de domingo. também não foi bem assim. mas antes do fim ainda pusemos os gajos do bar a trabalhar e ainda fizemos umas macacadas com umas pessoas que tavam para lá. beberam à pala do nosso cartão, lá falaram do ronaldo (eu dizia sempre "não gosto desse filho da puta"), daquela vez não disse, disseram primeiro, e não é que conheciam o porto, e que tinha sido campeão europeu em 2004, e o mccharty. e nós, eramos empresários, e tinhamos vindo ver as vinhas (eles tem altas vinhas por lá, daí essa história) e apostar nos cavalos... lol. memorável... para mim pelo menos.
chegava a hora de ir po after hours. tavamos com um gótica que falava 6 línguas, incluindo português... e o meu irmão não sabia disto quando disse "quem é essa gótica gorda" quando a viu... tinha de recitar poesia a toda a hora. anyway, a gótica lá nos chamou e disse que era para ir embora. chegamos à carrinha e deu-me vontade de mijar, como não havia casas de banho perto segundo a gótica, sugeriu que mijasse ali mesmo, e teve piada. 2 gajos de fato (eu e o meu irmao) a mijar num campo lol... passaram umas gajas por trás e disseram "big guys" lol. compreende-se, suponho que não é um costume por lá, não vi niguem a mijar fosse onde fosse enquanto lá estive. a viagem de regresso foi uma palhaçada, só diziamos merda... já não tavamos num bom estado. era só cantar musicas do josé mourinho. se bem me lembro tavamos nós, os romenos/romenas, e as inglesas na carrinha e nós eramos os mais bêbados. de nada. não precisam de agradecer termos representado bem o nosso país. deixaram-nos no hotel para irmos ao quarto das espanholas que elas iam embora no domingo, na verdade só nós é que ficamos 10 dias. a espanhola chefe telefonou, e eu falei com ela mas não sei muito bem o que disse, boa coisa não foi porque só se riam na carrinha, sei que disse que achava que nos estavam a raptar... ahhh, ela queria dar-nos uns brindes. mais garrafas j&b e outras cenas. já estavamos com um arsenal de j&b de meter medo.
despedidas feitas, hora de ir para o after hours. afinal de contas não era numa bola gigante. era numa discoteca em long street... pelo caminho comecei a achar que aquilo não devia tar grande coisa pois eu só via pretos. mas lá nos largaram por lá, nós nem conheciamos aquilo, nem sabiamos muito bem voltar po hotel, mas pronto. tava uma fila monumental para entrar, nós eramos os únicos brancos, graças a deus a cena vip fez-nos passar à frente pela entrada vip. uma vez lá dentro, na área não vip, era so pretos, e uma loira, que de certeza era a menina mais católica de cape town, para estar ali... é que a verdade é que por lá não semisturam, era muito raro ver. mas adiante. entramos na área vip... cenário identico
tava lá uma gaja branca vestida à vip que provavelmente também tinha estado no met. com aquele vestido todo fantasioso só podia. e havia para lá mais uma gaja branca. e nós. o resto tudo pretos. não havia sinal dos romenos nem das romenas, não havia sinal das inglesas... nada de nada. não duramos muito lá dentro. obviamente bazamos. segundo erro. primeiro ter ido po quarto das espanholas, agora este. mas, não podiamos adivinhar. e a cena chunga é que nos substituiram a cena vip de plástico por uma de papel... que obviamente acabou por se desfazer...
nova aventura, encontrar maneira de voltar ao hotel. não sabíamos o caminho. não viamos taxis em lado nenhum. tavamos de fato. dinheiro e maquina no bolso. e à volta, por todo o lado... só só pretos. pensei sinceramente que iamos levar na boca logo ali... mas não, não se passou nada, fomos andando, andando... vimos pretos à porrada a partir garrafas nas cabeças uns dos outros... ainda vieram putas (prostitutas mesmo) a perguntar para onde iamos e tal... e nós "home"... ao fim de uns minutos lá avistamos o hotel e os prédios adjacentes... sobrevivemos... mas aprendemos ali... long street ao fim de semana? má ideia... muito má. eu bem desconfiei que a festa sendo na cidade em si, lá no meio, não ia saír grande coisa... mas também não podia adivinhar, afinal de contas aquilo ainda era da j&b.
chegamos ao hotel, subimos e fomos dormir. com uma fome de cão. mas àquela hora, sem conhecer nada não se podia fazer muito. e tava cansado de mais para ir aonde quer que fosse. no dia seguinte iamos ficar por nossa conta, e tinhamos uma semana inteira:)
não me interpretem mal, estava a ser do outro mundo, mas claramente, faltava qualquer coisa às noites. não podiamos ter adivinhado é certo... mas faz-me sentir mal ter desperdiçado duas noites... se eu soubesse nunca tinha ido com as espanholas nem ao after hours...
por esta altura já se estarão a perguntar "e gajas? havia?" ... pergunta legítima em portugal, para iniciar uma conversa em que se lamenta a miséria que este país é, mas completamente idiota se for sobre cape town. claro que havia. e havia-as famosas, de lá, eu não conhecia, mas era só somar 2+2. e sim, havia mais gajas do que gajos lá dentro. para dizer a verdade não vi uma gorda, uma feia. até as raparigas que andavam com as bandejas e a trazer bebidas eram impecáveis, mas já falei nisto, a única diferença é que neste dia eram mais. continuando, a quantidade de comida era industrial, havia de tudo para lá, e tudo cenas gourmet para ricos, nada de pregos, cachorros ou bifanas... eu nem sei, só sei que comi que nem um boi. melhor ainda? bar aberto, completamente aberto, era só pedir, o que quer que fosse, eles davam. e foi mais ou menos assim, entre comer e beber e fazer macacadas tipo falar do cristiano ronaldo ou do mourinho que passei, passamos, a tarde. estava ali a viver um dia para nunca mais esquecer, a não ser que venha a ter alzheimer como é óbvio.
lá para as 6 da tarde voltamos ao hotel. para tomar banho e tal. ficou combinado ir para o circuito outra vez às 8 da noite. segundo as informações que o gajo da j&b de portugal nos deu, supostamente iamos ter jantar, e a festa principal ia ser à noite numa bola de cristal gigante perto das montanhas. não foi bem assim. mas lá chegaremos. uma vez no hotel, lá fomos pa piscina, surpresa surpresa, nós eramos os únicos gajos lá, o resto era tudo gajas, 3 ou 4 na água, mais umas tantas nas cadeiras a apanhar sol... juro que senti saudades de casa... juro mesmo.
às 20:00 ainda não tava pronto, tinhamos de nos atrasar e pôr as espanholas à espera, nem podiamos dizer que eramos portugueses se chegassemos sempre a horas, por amor de deus. mas lá descemos, ia de fato, camisa branca e óculos de sol pendurados na camisa, mais ou menos à lincoln burrows disseram. mas em versão de merda acrescento eu. quando chegamos de novo ao circuito (acho que se chamava kenilwooth masnão tenho a certeza) já era quase noite... lusco-fusco vá lá. e já não havia tanta gente lá como de tarde. logo ali percebi que os gajos da j&b portugal não sabiam muito bem o que ia acontecer por lá. mas não pensem que era só gajos e tava uma treta. nada disso. tava só com menos gente. a parte má é que já não havia comida, logo não houve jantar para ninguém. quanto aos bares supostamente já tinha que se pagar... isto porque eles tinham começado a deixar entrar pessoas, suponho que estavam a vender bilhetes. mas arranjaram-nos um cartão pa pedir bebidas, tipo cartão de crédito, e ainda passamos por ricos a dar bebidas a toda a gente. anyway, a noite ia avançando, estava tudo mais calmo, tinha os pés arrebentados por causa dos sapatos de maneira que lá nos sentamos num canto. e foi aí, precisamente aí, que comecei a pensar no quanto ia chorar ao voltar para portugal. porque o que se passou... enfim. as espanholas tavam para lá sentadas também... e elas eram em toda a medida, típicas portuguesas, barriga da praxe, pequeninas, todas produzidas, todas maquilhadas, com uma certa mania que iam comer um cristiano ronaldo, nem todas vá, tenho de ser justo, mas 2 ou 3 eram mesmo as típicas portuguesas, e deu-me um gozo enorme, enorme mesmo, ver que ninguém, nenhum gajo sequer olhou para elas, lhes dirigiu a palavra... nada... tavam com uma cabeça do tamanho do mundo... eu ri-me e senti-me bem, mais em casa do que alguma vez me vou sentir neste país de merda. a cabeça era tão grande que foram embora passado um bocado. pelo contrário, comnosco não foi assim... tavamos muito bem para lá sentados e veio uma das raparigas que tava lá a trabalhar falar comnosco, mas aquilo era uma que dava 15-0 às do sardinha, acredite quem quiser. chamava-se amy, e foi impecável, aliás, se não tem sido ela provavelmente os dias seguintes tinham sido muito diferentes. ela disse-nos o que fazer, aonde ir, quando... enfim, atitude 5* como seria de esperar quando não dás razóes para te traterem doutra forma. acabaram por chama-la para ir trabalhar, e nos lá fomos à nossa vida, vaguear mais um bocado, ter conversas parvas com as pessoas, contar macacadas sobre ter perdido uma fortuna em apostas nos cavalos... enfim macacadas, até me ter cansado e me ter ido sentar num banco num jardim que tava para lá... o meu irmão juntou-se a mim passado um bocado... e agora pasmem-se... a amy apareceu com uma amiga dela (que também dava 15-0 às do sardinha) e apresentou-a e ficaram a falar comnosco. isto diz tudo, tudo. estou aliás convencido que se estivesse habituado a atitudes decentes não tinhamos passado o domingo e a segunda meios perdidos. mas como não estou, não tive lata pa perguntar/pedir certas coisas. mas seguindo em frente, passaram-se uns minutos e veio outra rapariga, chamar pelas outras duas para irem trabalhar. também nos falou. senti uma saudade imensa a apertar-me o coração. saudades de portugal.
a noite ali estava a chegar ao fim. ia haver um after hours, supostamente até às 6 da tarde de domingo. também não foi bem assim. mas antes do fim ainda pusemos os gajos do bar a trabalhar e ainda fizemos umas macacadas com umas pessoas que tavam para lá. beberam à pala do nosso cartão, lá falaram do ronaldo (eu dizia sempre "não gosto desse filho da puta"), daquela vez não disse, disseram primeiro, e não é que conheciam o porto, e que tinha sido campeão europeu em 2004, e o mccharty. e nós, eramos empresários, e tinhamos vindo ver as vinhas (eles tem altas vinhas por lá, daí essa história) e apostar nos cavalos... lol. memorável... para mim pelo menos.
chegava a hora de ir po after hours. tavamos com um gótica que falava 6 línguas, incluindo português... e o meu irmão não sabia disto quando disse "quem é essa gótica gorda" quando a viu... tinha de recitar poesia a toda a hora. anyway, a gótica lá nos chamou e disse que era para ir embora. chegamos à carrinha e deu-me vontade de mijar, como não havia casas de banho perto segundo a gótica, sugeriu que mijasse ali mesmo, e teve piada. 2 gajos de fato (eu e o meu irmao) a mijar num campo lol... passaram umas gajas por trás e disseram "big guys" lol. compreende-se, suponho que não é um costume por lá, não vi niguem a mijar fosse onde fosse enquanto lá estive. a viagem de regresso foi uma palhaçada, só diziamos merda... já não tavamos num bom estado. era só cantar musicas do josé mourinho. se bem me lembro tavamos nós, os romenos/romenas, e as inglesas na carrinha e nós eramos os mais bêbados. de nada. não precisam de agradecer termos representado bem o nosso país. deixaram-nos no hotel para irmos ao quarto das espanholas que elas iam embora no domingo, na verdade só nós é que ficamos 10 dias. a espanhola chefe telefonou, e eu falei com ela mas não sei muito bem o que disse, boa coisa não foi porque só se riam na carrinha, sei que disse que achava que nos estavam a raptar... ahhh, ela queria dar-nos uns brindes. mais garrafas j&b e outras cenas. já estavamos com um arsenal de j&b de meter medo.
despedidas feitas, hora de ir para o after hours. afinal de contas não era numa bola gigante. era numa discoteca em long street... pelo caminho comecei a achar que aquilo não devia tar grande coisa pois eu só via pretos. mas lá nos largaram por lá, nós nem conheciamos aquilo, nem sabiamos muito bem voltar po hotel, mas pronto. tava uma fila monumental para entrar, nós eramos os únicos brancos, graças a deus a cena vip fez-nos passar à frente pela entrada vip. uma vez lá dentro, na área não vip, era so pretos, e uma loira, que de certeza era a menina mais católica de cape town, para estar ali... é que a verdade é que por lá não semisturam, era muito raro ver. mas adiante. entramos na área vip... cenário identico
tava lá uma gaja branca vestida à vip que provavelmente também tinha estado no met. com aquele vestido todo fantasioso só podia. e havia para lá mais uma gaja branca. e nós. o resto tudo pretos. não havia sinal dos romenos nem das romenas, não havia sinal das inglesas... nada de nada. não duramos muito lá dentro. obviamente bazamos. segundo erro. primeiro ter ido po quarto das espanholas, agora este. mas, não podiamos adivinhar. e a cena chunga é que nos substituiram a cena vip de plástico por uma de papel... que obviamente acabou por se desfazer...
nova aventura, encontrar maneira de voltar ao hotel. não sabíamos o caminho. não viamos taxis em lado nenhum. tavamos de fato. dinheiro e maquina no bolso. e à volta, por todo o lado... só só pretos. pensei sinceramente que iamos levar na boca logo ali... mas não, não se passou nada, fomos andando, andando... vimos pretos à porrada a partir garrafas nas cabeças uns dos outros... ainda vieram putas (prostitutas mesmo) a perguntar para onde iamos e tal... e nós "home"... ao fim de uns minutos lá avistamos o hotel e os prédios adjacentes... sobrevivemos... mas aprendemos ali... long street ao fim de semana? má ideia... muito má. eu bem desconfiei que a festa sendo na cidade em si, lá no meio, não ia saír grande coisa... mas também não podia adivinhar, afinal de contas aquilo ainda era da j&b.
chegamos ao hotel, subimos e fomos dormir. com uma fome de cão. mas àquela hora, sem conhecer nada não se podia fazer muito. e tava cansado de mais para ir aonde quer que fosse. no dia seguinte iamos ficar por nossa conta, e tinhamos uma semana inteira:)
não me interpretem mal, estava a ser do outro mundo, mas claramente, faltava qualquer coisa às noites. não podiamos ter adivinhado é certo... mas faz-me sentir mal ter desperdiçado duas noites... se eu soubesse nunca tinha ido com as espanholas nem ao after hours...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
mmmmmmmmm
não estava a pensar pôr isto aqui mas afinal vou pôr. uma das cenas que tenho escritas. a menos má por sinal. não tenho feito grande coisa por conseguir um instrumental decente, mas para além de não ser propriamente um génio, também tenho as guitarras arrebentadas. a eléctrica sem cordas e a acústica mais ou menos destruída. já devia ter ido comprar cordas mas o procrastinador implacável é um grande amigo meu.
bem, mas vamos à coisa propriamente dita. escrevi esta coisa (sim vou chamar-lhe coisa para não ferir susceptibilidades) influenciado por certos eventos particularmente infelizes, como é quase sempre a morte de alguém, e com uma certa e determinada pessoa na cabeça que se acha superior sem se saber muito bem porquê, suponho eu. enfim o menino aqui é "esquesito"... não é "muita fixe".
bem, aqui fica:
i climbed a living tree today
and from his arms i saw decay
my best dream bound to obey
the constant loss along the way
deep inside i know my name
deep inside it burns in pain
how much of me does still remain
how much of me has gone away?
everything goes away
everything goes away
everything goes away
it's something i always knew
there's no way through
in the day you die
i'll die with you
PS: antes que me dêm na cabeça, nunca falo em termos absolutos, sei perfeitamente que ainda há boas almas no mundo, principalmente fora de portugal. em termos gerais contudo, as coisas são o que são...
bem, mas vamos à coisa propriamente dita. escrevi esta coisa (sim vou chamar-lhe coisa para não ferir susceptibilidades) influenciado por certos eventos particularmente infelizes, como é quase sempre a morte de alguém, e com uma certa e determinada pessoa na cabeça que se acha superior sem se saber muito bem porquê, suponho eu. enfim o menino aqui é "esquesito"... não é "muita fixe".
bem, aqui fica:
i climbed a living tree today
and from his arms i saw decay
my best dream bound to obey
the constant loss along the way
deep inside i know my name
deep inside it burns in pain
how much of me does still remain
how much of me has gone away?
everything goes away
everything goes away
everything goes away
it's something i always knew
there's no way through
in the day you die
i'll die with you
PS: antes que me dêm na cabeça, nunca falo em termos absolutos, sei perfeitamente que ainda há boas almas no mundo, principalmente fora de portugal. em termos gerais contudo, as coisas são o que são...
lions
há já algum tempo que me apetece fazer uma banda. sim eu já tou à espera da piadinha "tu tocas bem é ao bicho"... é que não vai falhar, mas pronto. a questão é que anda aí muito palerma que toca pior que eu e tal e desde que dê pa tocar num tasco em cima da arca dos gelados, e só ter de me desviar quando alguém quiser um cornetto, para mim já é bom.
mas continuando, há umas semanas atrás lembrei-me de um nome aceitável para a "banda": lions belong in the wild. para começar não soa mal. e tem tudo a ver com este estado de coisas, esta medíocridade que não pode, não devia ser normal, tudo a ver com o facto de estar tudo de pernas para o ar, fora do sítio. yes! i am a long way from home. por aí.
a ver no que dá:)
mas continuando, há umas semanas atrás lembrei-me de um nome aceitável para a "banda": lions belong in the wild. para começar não soa mal. e tem tudo a ver com este estado de coisas, esta medíocridade que não pode, não devia ser normal, tudo a ver com o facto de estar tudo de pernas para o ar, fora do sítio. yes! i am a long way from home. por aí.
a ver no que dá:)
erasmus
ainda não fui de erasmus. hei-de ir a sei de antemão que vão ser os melhores meses da minha vida, só comparáveis até agora com a estadia em cape town. serve isto para falar sobre aqueles que acabam por escolher este nosso país para vir de erasmus. muito honestamente tenho pena de todos os gajos que queimam erasmus para vir para portugal. aqui há umas semanas estava um húngaro no sardinha a dizer que portugal é fixe, e tem bom tempo e mulheres bonitas... pobre coitado. notava-se a kilometros de distância que tinha acabado de chegar e não tinha a mais pequena ideia do buraco onde se tinha vindo meter. coitado mesmo. mais ainda quando já várias pessoas me falaram da loucura que é budapeste. mulheres bonitas? eu só lhe disse "look around mate, they're all small, fat, ugly and they have moustache, i'm sorry for you, honestly I am"... que estado de insanidade pensar que as portuguesas poderiam ser melhor que as húngaras no que quer que fosse.
seja como for, ao fim destas poucas semanas de tratamento ba/sardinha o rapaz já mudou o discurso, agora é mais ou menos assim "na hungria é muito melhor, aqui não há mulheres, e têm uma mania"...
quanto a gajas que venham de erasmus para aqui, nada a dizer. escolha acertada, bem vindas ao paraíso.
seja como for, ao fim destas poucas semanas de tratamento ba/sardinha o rapaz já mudou o discurso, agora é mais ou menos assim "na hungria é muito melhor, aqui não há mulheres, e têm uma mania"...
quanto a gajas que venham de erasmus para aqui, nada a dizer. escolha acertada, bem vindas ao paraíso.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
i love cape town I
pois é, estive 10 dias em cape town. de 29 de janeiro a 9 de fevereiro estive fora. troquei esta espelunca por cape town e o seu calor. má troca, eu sei.
começou tudo muito bem, ainda em solo nacional quando a tap conseguiu partir com 2 horas de atraso do porto para lisboa. 2 horas de atraso num voo de 40 minutos, muito bom. estou em crer que se um dia a tap cumpre o horário logo haverão passageiros a queixarem-se "então???? mas que pouca vergonha é esta? agora cumprem-se os horários?? até levo a mal, isto vê-se cada uma" . mas lá cheguei a lisboa a tempo de apanhar o voo para joanesburgo, capital mundial da segurança e da luta contra o racismo, e foi precisamente aí, em joanesburgo, que se notou claramente que portugal havia ficado para trás. até um cego surdo e mudo tinha conseguido notar. sentia-se no ar, havia qualquer coisa diferente. havia mesmo. já não era so homens. para dizer a verdade, era até violento para olhos que estão habituados a ver uma quantidade residual de pessoas do sexo feminino no seu raio de visão, ter assim de repente de lidar com tamanho contraste. havia até uma equipa feminina de qualquer coisa, que povoava o aeroporto de loiras de 1,80m de traje vermelho. naquele momento senti-me em casa.
o voo para cape town durou 2 horas, e foram 2 horas de ansiedade. cape town é absolutamente brutal, e desde que chegamos foi sempre a subir. motorista à espera com bruto mercedes (ah é verdade, um porsche lá é como um corsa aqui) para nos mostrar a cidade e levar ao hotel. eu olhava para todo o lado enquanto mantinha uma conversa parva com o motorista. nem acreditava muito bem que estava mesmo lá. e o hotel? uma suite no 10º andar. à patrão, altos quartos, vista po porto, varanda, cozinha, sala, lcd, até sporttv nós tinhamos. sempre a subir como estava a dizer, e não parou. lá descobrimos a piscina, no 4º andar, no topo dum centro comercial adjacente ao hotel. e obviamente como bons portugas que somos tinhamos que ir fazer umas bombas, mesmo sendo contra os regulamentos.
ao fim da tarde, a espanhola da jb trouxe-nos brindes, t-shirts, chapéus, e tretas dessas, e garrafas de whisky. lá nos informou sobre as festas da jb. sobre o que tinhamos de levar vestido... enfim, não gostei da parte de não poder ir de fato de treino sport. lá tive de ir de fato. e se é verdade que eu não gosto de andar de fato, parece que tinha a sua pinta, a acreditar no que me diziam pelo menos... adiante, as 19:00 lá fomos nós para o sítio da festa de recepção, mesmo, mesmo à beira do estádio que estão a fazer para o mundial de 2010. chegados lá, choque. era só loiras. parecia que estavamos na suécia. e comida à pala. comida de patrão. não era uma porcaria qualquer, tipo bifanas. não, era carne de patrão, altos snacks, muitas das coisas nem sei bem o que eram. ahh, e bebida à pala também. agora imaginem o típico tuga nestas condições. que soltassem lá 30 gajos de lei e transformavam aquilo numa selva. o tuga é mesmo pouco civilizado. entao nestas condiçoes: loiras por todo o lado, comida e bebida à pala... acho que se podia ter batido um record de javardice.
foi impecável, só foi pena acabar cedo. mas pronto é o costume deles. fiquei com boa impressão de tudo, caramba, até as gajas que eles puseram lá a trabalhar eram impecáveis, e eram gajas que aqui punham 1000 macacos a fazer qualquer coisa, gajas melhores (fisícamente) que qualquer uma que se veja por aqui. e no entanto, aqui, é nariz empinado e a puta da mania que são alguém quando na verdade são apenas normais, em terra de cego quem tem olho é rei, lá diz o povo, que não é totalmente estúpido.
a noite acabou no quarto das espanholas, o que foi um erro do tamanho do mundo, como se vai perceber mais à frente, mas perdoem-nos, que nós não sabiamos, não podiamos saber. afinal de contas vivemos neste país miserável. o dia seguinte havia de nos levar ainda mais para as nuvens...
começou tudo muito bem, ainda em solo nacional quando a tap conseguiu partir com 2 horas de atraso do porto para lisboa. 2 horas de atraso num voo de 40 minutos, muito bom. estou em crer que se um dia a tap cumpre o horário logo haverão passageiros a queixarem-se "então???? mas que pouca vergonha é esta? agora cumprem-se os horários?? até levo a mal, isto vê-se cada uma" . mas lá cheguei a lisboa a tempo de apanhar o voo para joanesburgo, capital mundial da segurança e da luta contra o racismo, e foi precisamente aí, em joanesburgo, que se notou claramente que portugal havia ficado para trás. até um cego surdo e mudo tinha conseguido notar. sentia-se no ar, havia qualquer coisa diferente. havia mesmo. já não era so homens. para dizer a verdade, era até violento para olhos que estão habituados a ver uma quantidade residual de pessoas do sexo feminino no seu raio de visão, ter assim de repente de lidar com tamanho contraste. havia até uma equipa feminina de qualquer coisa, que povoava o aeroporto de loiras de 1,80m de traje vermelho. naquele momento senti-me em casa.
o voo para cape town durou 2 horas, e foram 2 horas de ansiedade. cape town é absolutamente brutal, e desde que chegamos foi sempre a subir. motorista à espera com bruto mercedes (ah é verdade, um porsche lá é como um corsa aqui) para nos mostrar a cidade e levar ao hotel. eu olhava para todo o lado enquanto mantinha uma conversa parva com o motorista. nem acreditava muito bem que estava mesmo lá. e o hotel? uma suite no 10º andar. à patrão, altos quartos, vista po porto, varanda, cozinha, sala, lcd, até sporttv nós tinhamos. sempre a subir como estava a dizer, e não parou. lá descobrimos a piscina, no 4º andar, no topo dum centro comercial adjacente ao hotel. e obviamente como bons portugas que somos tinhamos que ir fazer umas bombas, mesmo sendo contra os regulamentos.
ao fim da tarde, a espanhola da jb trouxe-nos brindes, t-shirts, chapéus, e tretas dessas, e garrafas de whisky. lá nos informou sobre as festas da jb. sobre o que tinhamos de levar vestido... enfim, não gostei da parte de não poder ir de fato de treino sport. lá tive de ir de fato. e se é verdade que eu não gosto de andar de fato, parece que tinha a sua pinta, a acreditar no que me diziam pelo menos... adiante, as 19:00 lá fomos nós para o sítio da festa de recepção, mesmo, mesmo à beira do estádio que estão a fazer para o mundial de 2010. chegados lá, choque. era só loiras. parecia que estavamos na suécia. e comida à pala. comida de patrão. não era uma porcaria qualquer, tipo bifanas. não, era carne de patrão, altos snacks, muitas das coisas nem sei bem o que eram. ahh, e bebida à pala também. agora imaginem o típico tuga nestas condições. que soltassem lá 30 gajos de lei e transformavam aquilo numa selva. o tuga é mesmo pouco civilizado. entao nestas condiçoes: loiras por todo o lado, comida e bebida à pala... acho que se podia ter batido um record de javardice.
foi impecável, só foi pena acabar cedo. mas pronto é o costume deles. fiquei com boa impressão de tudo, caramba, até as gajas que eles puseram lá a trabalhar eram impecáveis, e eram gajas que aqui punham 1000 macacos a fazer qualquer coisa, gajas melhores (fisícamente) que qualquer uma que se veja por aqui. e no entanto, aqui, é nariz empinado e a puta da mania que são alguém quando na verdade são apenas normais, em terra de cego quem tem olho é rei, lá diz o povo, que não é totalmente estúpido.
a noite acabou no quarto das espanholas, o que foi um erro do tamanho do mundo, como se vai perceber mais à frente, mas perdoem-nos, que nós não sabiamos, não podiamos saber. afinal de contas vivemos neste país miserável. o dia seguinte havia de nos levar ainda mais para as nuvens...
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