quinta-feira, 27 de maio de 2010

entre-macacos

aos domingos, fruto do infortúnio que é ter de ir ter de ir jantar à casa da minha avó lá pas 6 da tarde, sou obrigado a ver aquele programa na rtp2 chamado entre-pratos, com aquele gajo que pensa que é grande cozinheiro, mas que na verdade, só cria pratos apanascados que não alimentam ninguém. conhecem? sim? não? bem, não interessa. para o caso, tudo o que interessa é o nome entre-pratos, pois é daí que vem um dos 3 conceitos sobre os quais vou escrever a seguir. são eles: entre-macacos, fila de espera e o pacóvio.

em que consistem então estes 3 conceitos? bem, entre-macacos é um espaço temporal. um espaço de transição. é, tal como as palavras indicam, aquele espaço de tempo entre o macaco antigo e o que se lhe vai seguir.

já a lista de espera, no fundo é o conjunto de candidatos a serem o próximo macaco. garantidamente, é dessa lista que sairá o orangotango seguinte.

quanto ao pacóvio, bem o pacóvio é aquele que está sempre no fim da fila. é aquele que deixa passar toda a gente à frente e cuja vez nunca vai chegar, mas que no entanto se recusa a abandonar a fila.

acaba por ser como ir ao médico, um gajo chega lá, senta-se, e vai vendo as pessoas a serem chamadas. e naquele intervalo de tempo em que um utente abandona o consultório e a enfermeira anuncia a próxima pessoa a ser atendida, todos quanto estão a espera pensam: "deus queira que seja eu, deus queira que seja eu". e há sempre um pacóvio que não é atendido porque o sr. doutor tem de ir almoçar.

levando isto para outros campos, acompanhemos então a jornada de uma pequenina que acaba de chegar à universidade. eis que um novo mundo se materializa, como que por magia. um cheio de amigos bué da fixes. e é aqui, precisamente aqui, que o livro começa a ser escrito. porque até à universidade, os pais sempre exerciam o mínimo de controlo. não mais, pelo que assim, o primeiro a chegar-se à frente é o "doutor macaco" que obriga a caloira alvo a decorar-lhe o nome. objectivo? escavar, escavar, escavar, até conseguir lá pôr a pila. uns conseguem, outros não. o que é facto é que a lista começa a ganhar forma e ao fim de uns 2 ou 3 meses, dependendo dos casos, com maior ou menor sucesso, chega o primeiro período entre-macacos. nesta altura a pequenina sente-se em baixo, confessa-se arrependida, e afirma ter aprendido a lição. nesta altura corre po pacóvio, que a recebe de braços abertos, só e apenas para a ver ser levada por outro orangotango uns dias mais tarde. e lá vai o pacóvio po fim da fila. lá prova a pequenina quão bem aprendeu a liçao. é um filme que se repete vezes sem conta, durante anos a fio. os ciclos encaixam uns nos outros: macaco -> entre-macacos (pacóvio) -> novo macaco.

a parte engraçada é que no meio de todos os orangotangos em lista de espera, o pacóvio é o único que não olha pa pequenina como um buraco onde pôr a pila. e no entanto, é também o único que nunca vai conseguir nada. não deixa de ser irónico.

domingo, 23 de maio de 2010

vou dizer à avó

vou deixar aqui uma história que tem o seu quê de galáctica: certo dia a minha mãe teve de ir ao banco, e na fila, para além de outras pessoas, estava uma mulher com o filho pequeno. consta que o puto a cada 15 segundos pedia à mãe para lhe mostrar a caderneta. e tanto insistiu, mas tanto insistiu que a mãe fartou-se e disse: "já chega, não te dou a caderneta mais". seria de pensar que a cena acabaria por ali, mas não, o puto não se deu por vencido e disse o seguinte: "não dás? ai não dás? então vou dizer à avó que andas a chupar a pila ao pai". assim, à frente de toda a gente, mesmo à campeão. possivelmente levou uma tareia ao chegar a casa, mas que naquele momento foi um campeão, lá isso foi:p lol.

sábado, 22 de maio de 2010

O deus

não há mais palavras. josé mourinho = deus. só é pena o homem não pegar na selecção agora po mundial. levava a mulher e os putos de férias lá para baixo, que aquilo é bonito e tem muito que ver, e pelo meio ganhava mais uma taça. não custava nada:p.


vamos inter!

o mourinho joga daqui a pouco a final da liga dos campeões. tenho de me despachar e ir po dna pa ver o jogo. espero que o inter ganhe. o homem é o maior do mundo e eu sempre gostei dele. é só postura. hasta.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

will they be there to welcome you home with heart-shaped balloons? no.

acabou o enterro, voltou a normalidade. se é que se pode adejctivar o nosso quotidiano de normal. lá tive de voltar a ter aulas em guimarães. lá voltei aos courts da rodovia para dar espectáculo. fui até um pouco ao ba ontem à noite, pois tava calor a mais para ficar em casa.

bem, seja como for, fruto de uma conversa um bocado maricas que tive ontem, venho hoje falar sobre uma temática que roça também ela os limites da mariquice. falo como é óbvio dessa coisa que dá pelo nome de amor. dir-me-ão alguns que amor é fogo que arde sem se ver. dir-me-ão outros que é uma coisa inexplicável que se sente por outra pessoa, que nos esmaga o peito. outros ainda haverá que afirmarão que o amor é o que dá sentido às nossas vidas. enfim, podia continuar, que os clichés são muitos, mas penso que já perceberam a ideia. eu tenho uma visão muito particular sobre esta coisa do amor. tal como me foi apregoado nestes 23 anos, tal como vem nos livros, ou se vê nos filmes, o amor não existe, mais não é que uma utopia. é no fundo como o monstro do lago ness, toda a gente fala nele, há muito quem acredite que exista, mas quando se pergunta "já o viste?" a resposta é invariavelmente um rotundo "não".

admito que nos primórdios do tempo, até tenha existido, esse tal amor. porque, vamos lá a ver, de alguma maneira se criou esta ideia utópica. no entanto, realisticamente, aquilo que hoje em dia é apelidado de amor, não é mais que uma desculpa. ou um negócio até. seja a justificação para quem precisa dela por forma a evitar sentir-se mal, seja o caminho fácil para a obtenção de bens materiais, seja até uma espécie de transacção a fazer lembrar as que ocorrem entre uma prostituta e o cliente. seja lá o que for, o que não é de certeza é aquela coisa que por uma vida inteira nos foi impingida. não é. e qualquer pessoa com o mínimo de perspicácia percebe que não é. basta olhar à volta para perceber que não é preciso mais do que uns meses para tudo estar trocado, tal e qual um baralho de cartas.

admito também que haja no mundo quem conseguisse levar avante esta coisa do amor. claramente. o problema é que isto é trabalho para 2 pessoas. é como remar. remando só dum lado, o barco não sai do sítio. anda só às voltas. a verdade é que o ser humano não foi feito para encaixar neste conceito de amor, aquele verdadeiro.

eu pela minha parte, só por uma vez fui até alguém com estas mariquices. com os resultados que se conhecem. confesso que sempre fui um céptico. perguntava-me ontem o meu irmão: "então pah, o que é que correu mal com a outra?" ao que eu respondi com um encolher de ombros. estar em portugal? não ser rico? não ser o cristiano ronaldo? sei lá. o que eu sei, é que em parte alguma do mundo me verão a batalhar. a ir po meio dos lobos lutar por um pedaço de carne. não. prefiro afastar-me e não me meter ao barulho. a alcateia que partilhe, um pedaço cada um, a cada dia. já dizia shakespeare "love sought is good, but given unsought, is better". sou contra batalhas. sou contra dificuldades. para rastejar não contem comigo. dizem-me que tenho uma má atitude. dizem-me até que há quem tenha medo de falar comigo. que sou estranho. não vejo as coisas por esse prisma. nem tão pouco entendo de que é possível ter medo. eu não faço mal a ninguém. tanto macaco por aí de quem até era legitimo ter medo, de se ser violada por exemplo, e no entanto... não consta que haja qualquer medo. que seja um pouco anti-social, em português, até admito que sim, mas nunca tratei mal ninguém, e muito menos tenho qualquer espécie de responsabilidade em ser assim. 23 anos rodeado de filhos da puta e ranhosas não podiam ter um bom resultado.

dir-me-ão que com uma atitude destas, não conseguirei nada. bem, quanto a isso estamos de acordo. mas também não é assim tão custoso, pouco foi aquilo que quis deste país, e cada vez menos quero ter alguma coisa a ver com esta selva. o pouco que quis não consegui, é verdade, e não posso ser hipócrita ao ponto de afirmar que tal não me afectou de maneira alguma, no entanto, não é menos verdade que sou muito bom a saber desistir e virar a página. se nos atiram pedras, das duas uma, ou devolvemos o favor, ou viramos costas e pomo-nos a salvo. vai daí, desgostos amorosos são particularmente incompreensíveis para mim. porque seja qual for a origem, uma coisa é certa, não havia nada, nada, desde o ínicio. nada se perdeu porque nunca houve nada. desgostos amorosos, são aquilo que na verdade se pode chamar de queda na realidade. entendo que a queda magoe. não entendo é que a dor demore mais que uns instantes a passar.

quanto a mim, obviamente que admito que um dia venha a caír na parvoíce de novo, se me aconteceu aqui em portugal, ainda que só por uma vez, obviamente que acontecerá lá fora, onde vivem as pessoas. admito que sim, não me custa mesmo nada admitir. e por mais que ache o conceito uma utopia, ainda assim, não serei eu a comportar-me de forma desviante. quando alguém me apanhar, então apanhou-me. o conceito de saco de fodas, que chupa pilas e faz toda uma séria de habilidades de cariz duvidoso, para mim não faz sentido. se me importo minimamente com alguém, não é isto que espero, não é isto que quero. yep, eu de tuga não tenho nada.

anyway, po ano estarei certamente lá por fora, em erasmus, e a vida começará a ter sentido. quanto a esta gente que por aqui anda, bem, sejam felizes à vossa maneira. que os momentos entre-macacos não durem muito. geralmente não duram que a lista de espera é longa, mas ainda assim, fica o desejo. deixo-vos com uma música dos the courteeners chamada yesterday, today and probably tomorrow. é um grande nome. e é uma grande canção. parece feita de encomenda para umas certas e determinadas pessoas parvinhas que pensam que isto é só best friends forever e coiso e tal.





i'm not going to sit here and lie and list all the many ways
about how i will supposedly love you till the end of days
because i think that we both know in twenty-eight and a half years' time
that i won't be yours and you probably won't be mine

but yesterday, today and probably tomorrow
this little one will find it hard to find sorrow
yesterday, today and probably tomorrow

middleton to withington and middleton and back
is more than enough to make the average middletonian crack
so I will stand outside the travelodge and bite my tongue
your best friends look me up and down and I'll write the song

yesterday, today and probably tomorrow
this little one will find it hard to find sorrow
yesterday, today and probably tomorrow

will they be there on tuesday nights
running the bath and turning out the lights?
will they be there on thursday afternoons to welcome you home from euston platform
with heart-shaped balloons? No.

yesterday, today and probably tomorrow

quinta-feira, 13 de maio de 2010

5/7

ontem fui de autocarro pela primeira vez este ano... está visto que quando uma pessoa se esforça acaba por alcançar feitos deste calibre. não sei se hoje conseguirei repetir a façanha mas que vou tentar, lá isso vou:p. isto se não tiver que esperar mais que 2 ou 3 minutos, pois caso contrário prefiro ir de táxi.

seja como for, dentro do autocarro, momentos antes de um mar de gente entrar, o meu irmão virou-se para mim e disse assim: "olha, tá ali a tua amiga da barca pah". por mim não teria reparado pois tal como afirmei recentemente, sem os óculos e com uma sarda em cima, o meu campo de visão torna-se diminuto. fica mesmo à medida do país onde vivo. dei aos ombros. e, num tom irónico, ouvi ainda: "ao menos é um gajo bonito:p". ao que respondi "ao menos isso;)".

no meio de tudo isto, acaba por haver um vantagem em viver em portugal. tudo, mas mesmo tudo é previsível. quem tiver olhos na cara e alguma coisa na cabeça, não pode ter dificuldades em ver tudo o que há para ver. a tempo inteiro. é um exercício simples de se fazer. imaginemos que eu era um macaco estúpido como o caralho, e recuemos no tempo uns meses valentes. quais teriam sido as diferenças? alguém sabe? ninguém? então eu digo: nenhumas. a origem e o destino seriam exactamente os mesmos, o caminho entre um ponto e o outro é que teria sido diferente. mais longo. mais sinuoso. felizmente aprendi há já muito, muito tempo que o caminho mais curto entre 2 pontos é em linha recta. há lições que ficam. e esta é uma das que valem a pena porque geralmente evita toda uma série de sarilhos. poupa-nos tempo, poupa-nos dinheiro, e poupa-nos como pessoas.

enfim, continuando, realizei ontem uma bela exibição, na medida em que de pouco me lembro. tirando que passou a red morning light na tenda da rum e do meu irmão a cravar bebidas com um chapéu de fátima não me lembro de practicamente mais nada. missão cumprida portanto. antes de dormir, tempo ainda para o momento da noite, que consistiu em construir uma pirâmide em cima do foguetes. lol.

faltam 2 noites. estou em boa forma e tenho plena confiança na minha equipa. vai tudo correr pelo melhor. deixo-vos com a red morning light. ah, e penso que não devo cá voltar durante uns dias. hasta.


quarta-feira, 12 de maio de 2010

4/7

com 3 noites para o fim, julgo ser seguro afirmar que a época 09/10 vai ficar aquém da 08/09. é um falhanço aceitável. expectável até. o sábado até foi prometedor, mas no domingo deu logo para perceber que o êxito do ano passado não seria repetido. música de merda na tenda da rum a noite toda e mitras por todo o lado. segunda voltou a música de jeito, mas terça foi uma desgraça de novo. hoje vai tar lá o nini a pôr música pelo que será uma noite com o mínimo de sentido.

pelo meio, terça ainda vi um otário a levar na boca no autocarro, ao vir embora, porque, armou-se em herói à frente da pequenina com que estava e mandou calar uns mitras do braga que vinham a cantar "slb filhos da puta". teve azar. quem é que poderia prever que mandar calar os mitras ia dar mau resultado?

pa acabar só mais uma coisa, segunda, várias pessoas do sexo feminino falaram comigo, como se me conhecessem, pois suponho que é essa a justificação pa me dizerem "olá, tá tudo bem?"... e eu, lamentando tal facto ou não, não reconheci ninguém. sem os óculos e com uma sarda em cima não vejo grande coisa. eu olhava, mas não preciso de grande distância para não conseguir distinguir as caras às pessoas, pelo que acabava por dar aos ombros e pensar "não é para me darem nada com certeza". aliás, como disse numa noite em que estava especialmente lúcido: "ver mal é uma benção em portugal".

hasta.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

enterro da gata'10

amanhã começa o enterro da gata em braga, este ano caprichosamente coincidente com a queima das fitas de coimbra. são as noites menos más do ano. não quero com isto dizer que haja grandes alterações ao normal curso das coisas. não as há. o que há é uma alternativa. um espaço onde o movimento é possível. só isso. de resto tudo se mantem: as mesmas pessoas, os mesmo interesses, as mesmas atitudes, os mesmos números desequilibrados. o mesmo fim.

pela minha parte, a maior parte do tempo, encontrar-me-ei na tenda da rum. até ser dia:).

terça-feira, 4 de maio de 2010

franz ferdinand

fui ao porto ontem. por franz ferdinand obviamente. que os otários que dizem que bandas "destas" não levam pessoas ao recinto se calem agora. só de braga, deu-me a ideia que foi mais gente po porto, do que vai estar no nosso enterro. comboios e comboios cheios. uma coisa que até enervava. a fazer lembrar os tempos do adecas em que o salvador enchia os autocarros com pessoas como quem empilha sacos de cimento.

na verdade, tenho de admitir que não era de todo previsível que franz ferdinand acabasse por mobilizar tanta gente, afinal o povo gosta é de merda. factos são factos no entanto. os comboios iam cheios de orangotangos e pequeninas. eu chateei-me logo com um gajo trajado que tava para lá com umas caloiras, pois o anormal nunca mais se despachava a tirar os bilhetes. até o gervásio era capaz de ser mais rápido. lá está, há macacos mais espertos que outros. tive de lhe perguntar se ia comprar os bilhetes todos, porque já me tava a passar, e só me apetecia correr com ele da minha frente. o comboio prestes a partir e aquele animal a fazer-me perder tempo por causa dumas pequeninas...

anyway, lá tirei o meu bilhete em 5 segundos, habilidade da qual estou bastante orgulhoso, e enfiei-me no comboio. lá dentro o espectáculo continuou. em frente tinha 3 pequeninas, do lado direito mais 4, e de pé, ao lado, mais umas 5. eu só queria era já estar ceguinho, pois ter-me-ia salvo de passar 1 hora e 30 minutos a ouvir conversas fúteis. uma coisa absolutamente impressionante é ver como não largam o telemóvel. é o david. é o joão. é o tiago. é o pedro. é o bruno. é o andré. é "ele". "ele" a palavra mais repetida. proferida centenas de vezes. "ele já está à nossa espera?". "sabes onde é a casa dele?". "quem mais é que vai tar na casa dele?". "o que é que ele vai comprar pa jantar?". "já comprou os bilhetes ele?". "como é que vamos pa casa dele?". "ele vai-nos buscar a estação". ele. ele. ele. ele. nem o cristiano ronaldo diz tantas vezes "é óbvio". portugal (L).

pelo meio, tempo ainda para uma demonstração da comum ranhosice tuga. num daqueles apeadeiros que há entre braga e porto, entraram 2 indianos. pai e filho muito provavelmente. vinham com malas, e ficaram relativamente perto das pequeninas que iam em pé. pois bem, as meninas, quais princesas, fugiram logo para o outro lado da carruagem. foi uma coisa bonita de se ver. só tinha sido justo eles terem ido atrás delas e terem-nas assaltado.

enfim, a tortura eventualmente conheceu o seu fim quando cheguei ao porto. jantei à pressa, pois a hora ia já adiantada e deitei mãos à obra. tive de trabalhar sob pressão, mas trabalhei bem e à meia-noite já estava a caminho do recinto. a fila para entrar era enorme, mas enfiei-me lá no meio, mesmo à chico esperto, e em 10 minutos tava lá dentro:p. mesmo a tempo do concerto, que começou com a jacqueline, e teve ainda o kapranos a entrar sozinho no palco pa um encore que começou com a walk away. foi bastante bom:).

só para terminar, um louvor pa associação académica da universidade do minho, que consegue fazer um cartaz pior que o anterior, ano após ano. algum mérito lhes seja concedido. eu era capaz de dizer que the hives era um bom nome para um dos dias do enterro... mas é preciso ver que ninguém gosta "destas" bandas. os gajos do porto nunca mais se metem noutra... franz ferdinand? 7€? um mar de gente? aposto que tiveram um prejuízo enorme...

domingo, 25 de abril de 2010

só dá pa comer

já repararam como a única coisa que escapa neste país é comida? vejamos, assim de repente, se me perguntarem o que é que portugal tem de bom, só me consigo lembrar de comida: cachorros do américo, francesinhas, frango do braseiro, bife à moínho... não me vem nada à cabeça que não seja comida. e se prova for necessária de que assim é, basta olhar po típico tuga, quão barrigudo é.

suponho que, por exemplo, na suécia também seja assim. estou mesmo a imaginar uma conversa entre suecos a decorrer da seguinte maneira, num qualquer bar de estocolmo:

confusingson - foda-se, não se faz um caralho.

danielson - ya, puta de seca.

gigianson - mais uma noite de merda.

pirokson - pa variar um bocadinho.

confusingson - ei pah, olha para aquela merda, só homens, que escândalo.

pirokson - ya, por acaso.

danielson - sempre a mesma história. sabes qual vai ser o ponto alto desta noite?

confusingson - ir ao américson?

danielson - pois isso. esta merda contada ninguém acredita. o momento alto da noite é comer um cachorro. espectacular.

confusingson - país de merda.

danielson - iiiiih olha só para aquelas ali...

confusingson - foda-se, é só gordas e feias...

danielson - normal.

gigianson - vamos jogar poker?

pirokson - por mim...

danielson - sa foda, vamos lá então, também não se faz nada e não, é só pila...

confusingson - ya, joga-se um bocado e depois vamos ao américson. também vale mais o cachorro que estas gajas todas juntas.


devem ser assim as noites em estocolmo...

25 abril

hoje é 25 de abril, dia da revolução mais apanascada na história da humanidade. parece que houve para aí umas comemorações e uns discursos da gente do costume apelando à confiança no futuro. eu confesso-me apreensivo. o américo disse ontem que ia fechar o tasco, e isso quer dizer que 50% das coisas boas de portugal vão deixar de existir. fechando a churrasqueira, este país fica mesmo sem nada que se aproveite...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

nothing to lose

vou transcrever para aqui uma notícia que acabei de lêr:


um estudo publicado pelo eurobarómetro nesta quarta-feira em bruxelas revela que os portugueses são os que mais bebem bebidas alcoólicas diariamente liderando a média europeia.

os resultados do inquérito realizado a 27 mil europeus revela que 43% dos portugueses bebe diariamente álcool, colocando portugal no topo do consumo de bebidas alcoólicas.

no 2.º lugar está a itália com 25%, sendo que a média europeia se situa nos 14%.


pois é, liderança folgada do ranking. não sei se haverá alguém surpreendido com estes resultados. eu não estou. é óbvio que somos os mais bêbados. e se não somos os mais drogados, é só e apenas porque a droga é cara. quem no seu perfeito juízo consegue encarar a realidade portuguesa estando sóbrio? não fosse o álcool e havia suicídios a torto e a direito. eu olho à minha volta e não vejo nada que faça sentido. não encontro uma razão que seja para dar o benefício da dúvida a este país. e o problema é mesmo esse, porque bem lá no fundo, o ser humano não precisa de tanto assim para ser feliz. há países no mundo
onde as pessoas são felizes apesar dos problemas graves que inevitávelmente fazem parte das suas vidas. como o brasil ou a áfrica do sul. e são-no porque, por mais difícil que a vida acabe por ser, têm sempre algo a que se agarrar. alguma coisa que dê sentido à luta. que dê força para pôr um pé à frente do outro. seja uma pessoa, seja um lugar, seja a simples esperança em dias melhores.

aqui em portugal, não temos nada. absolutamente nada. não temos futuro, não temos vida, não fazemos sentido. olho para tantas e tantas vidas que acabam na mais frustrante rotina e não posso deixar de pensar em fugir desta terra amaldiçoada e evitar o mesmo fim. porque não nos enganemos, é só isso que espera quem cá ficar. eu chego ao fim de semana, e seja na casa das artes, seja no açougues, seja no galerias, seja lá onde for, ao olhar para as pessoas da geração dos meus primos, não consigo deixar de ter pena: já nos seus 30, a trabalhar na terrinha, à espera do fim de semana para ir pos copos e acabar na azenha. bares repletos de homens. obscenamente repletos de homens. todos condenados à mesma penitência: pagar e esperar a vez se quiserem sequer tocar numa mulher. triste realidade.

43% da população. ou seja, trocado por miúdos, 4.3 milhões de homens portugueses estão enterrados no álcool. normal. como é que nós íamos saír à noite aqui em portugal sem o álcool para atenuar a realidade? homens e mais homens. pequeninas gordas com a mania que são princesas numa selva brutal, e sempre, mas sempre o mesmo fim. fim nenhum. um nada. claro que somos uns bêbados. como podia ser diferente?

na áfrica do sul, por exemplo, eram uns meninos comparados comnosco. não bebiam nada. mas sabem porque? porque não precisam. é que ao contrário daqui, o que não há nas discotecas sul-africanas a partir de uma certa hora é homens;).

há uma razão para tudo. e a razão para sermos os maiores bêbados é precisamente o facto de na verdade, não termos muito mais a que nos agarrar. no fundo somos como o steven seagal, quando nos filmes lhe matam a família toda: nao temos nada a perder. e não ter nada a perder é uma situação confortável na hora da mudança, porque quem não tem nada a perder, sabe que nada mudará para pior.

e assim, no dia em que tiver a oportunidade de abandonar portugal de vez, fá-lo-ei sem pensar duas vezes, seja qual for o destino que me proponham. precisamente porque na verdade, não tenho nada a perder:).

no escape

hoje não me apetece ficar em casa. de todo. no entanto, estou certo que será esse o destino que a minha noite acabará por tomar. não há fuga possível.

sardinha? ba? bares? lol.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

magos do ténis

fui comprar uma raquete de ténis hoje. amanhã ao fim das aulas vou espalhar magia nos courts da rodovia. já andei a jogar dentro de casa, e duma coisa fiquei com a certeza: durante o enterro da gata, uma certa pessoa que dá pelo nome de wuiz, vai levar com umas boladas. é limpinho.

domingo, 18 de abril de 2010

sempre, sempre assim

confesso que já não fico espantado ou irritado quando sou alvo de um qualquer conjunto de eventos insondáveis que se conjugam para me foder. já estou tão habituado, que já não espero outra coisa.

acontece-me de tudo. desde o último domingo até quarta, ganhei 67$ na pokerstars. mas fácil. jogava os torneios, e acabava por ganhar, livre de macacadas. pois alguém na pokerstars reparou que eu estava a ganhar dinheiro, e tratou de corrigir o erro, já que cheguei a quinta e perdi 5 torneios seguidos. estavam de volta as macacadas. ardi com metade do dinheiro que tinha ganho, e levantei o meu saldo imediatamente. estava mais que visto que ia acabar a zeros em dois tempos.

enfiei o dinheiro na betfair. no fundo já sabia como ia acabar a história, mas sempre deu para me entreter. é um sentimento do género "ora deixa cá ver como é que vou perder desta vez". pois bem, ontem apostei 20€ no chelsea, que precisava mais de ganhar do que o wuiz pedro precisa do comando da televisão. que fizeram os meninos? perderam, pois claro. a seguir, apostei 10€ em como havia menos de 4 golos no paços de ferreira vs naval, que é o tipo de jogo que em 100 vezes, acaba 99 empatado a zero. ontem contudo, ficou 1-3. 2 autogolos na segunda parte foderam-me mais 10€.

a maior macacada no entanto, estava reservada para hoje. o meu irmão apostou no arsenal, contra o wigan, que está no fundo tabela. o arsenal ganhava por 2-0, quando aos 84 o wigan reduziu. ora com o 2-1, e com 6 minutos ainda pa jogar, eu pensei logo que ia comer com o empate mesmo no fim do jogo. enganei-me. ficou 2-3. que me ia foder, já sabia, só não sabia era como. foi uma coisa inacreditável. o guarda-redes do arsenal oferece um golo, mesmo à ricardo, e nos descontos, pumba, mais um golo po wigan. qualquer equipa rasca da liga sagres tinha conseguido manter o 2-1. autocarro à frente da baliza, e tudo quanto é bola pa bancada. até o professor neca tinha sido capaz de mandar os jogadores controlar a bola e queimar tempo. o wenger não. toca a continuar a jogar da mesma forma, a ir po ataque, e dar oportunidade ao adversário de contra atacar e marcar de novo. cada contra ataque do wigan era um sufoco para a defesa do arsenal. mereceu o wigan, e mereceu o arsenal foder-se assim e dizer adeus ao título...

quanto a mim... é o costume. se fosse suposto eu ter o mínimo de sorte, não teria nascido aqui.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

thank you very nice

contou-me a minha mãe hoje que o sócrates resolveu dar um feriado dia 13 de maio, em virtude da visita do papa a portugal. ora, dia 13 de maio, calha numa quinta-feira, precisamente na semana do enterro da gata. assim sendo, não só este feriado não livra ninguém de ter aulas, como também vai transformar o dia do cortejo numa concentração de gunas e azeiteiros, que livres do trabalho na oficina ou nas obras na manhã seguinte, tratarão de sobrecarregar o recinto de homens, e estourar com o pouco sentido que a própria noite em si tem. haverá certamente pancada. há sempre. obrigado sócrates.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

who'd have thought?

tenho uma rapariga cá em casa. surpreendentemente. é quase do meu tamanho. não é gorda. não parece ter a puta da mania. aliás, parece ser é simpática. convenhamos que é a completa antítese da tuga ranhosa comum. o que interessa é o quarto tar alugado, mas ainda assim... antes uma pessoa que um saco de lixo. ou de pilas.

bem, seja como for, tou cheio de sono. vou, não tarda nada, aterrar na cama. amanha tenho arquitectura. que durma com o pensamento noutras paragens, um pouco menos amaldiçoadas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

obrigado senhor, louvado sejas

ontem foi um dia bastante estúpido. consegui fazer 2 grandes habilidades. uma foi gastar dinheiro à noite nos arcos. a outra foi conseguir perder 4 apostas seguidas. qual das duas a pior? sinceramente não sei.

tudo começou no jogo do arsenal. estava empatado a zero aos 85 minutos. apostei no empate, a uma odd de 2.1. não estivessem os deuses contra mim, tinha ganho a aposta, e ontem teria sido apenas um dia normal. nem bom, nem mau. acontece que o árbitro lembrou-se de dar 7 minutos de compensação e o arsenal obviamente lá marcou aos 96. normal. tudo normal.

pois bem, fiquei tão fodido com esta palhaçada, que fui apostar nos cães. aí consegui estourar o dinheiro que tinha ganho no dia anterior. 3 vezes no favorito, 3 vezes perdi. consegui até a proeza de perder para o cão que tinha a odd mais alta, que era só e apenas de 8. certamente era um cão perneta ou aleijadinho. ainda assim, perdi.

como é óbvio fiquei ainda mais fodido. e fiquei também só com 20€. fiz uma aposta múltipla no que apanhei à frente. hockey no gelo. apostei em 3 jogos. new york rangers, washington capitals e los angeles kings. eram os favoritos. completamente. principalmente os los angeles kings, cujo jogo começava ligeiramente mais tarde que os outros dois. anyway, fiz a aposta e saí. a caminho da casa das artes disse ao meu irmão "aposto que me vou foder no último jogo". e louve-se a minha capacidade de adivinhação, porque de facto, assim foi. cheguei a casa, fui ver os resultados, e fiquei todo contente pois os rangers e os capitals tinham ganho facilmente, e os kings estavam a ganhar a 2 minutos do fim do jogo. tudo parecia estar bem encaminhado. pura ilusão. era tudo uma brincadeira. os deuses, na sua infinita sabedoria, decidiram castigar-me mais uma vez, pois afinal de contas, tinha acabado de ter uma noite simplesmente espectacular, e de facto não merecia ver tal facto coroado com uma aposta ganha. a 1 minuto do fim do jogo, os kings lembraram-se de mamar um golo, e depois foram perder nos penalties.

fica a lição. e fica-me também o dia em que ao todo, arderam 82€.